CRUZEX 2018: Participação da Força Aérea do Uruguai.

A Força Aérea do Uruguai marcou novamente sua presença na Cruzex, trazendo suas aeronaves a jato A-37B Dragonfly. Nos eventos anteriores, além do A-37 o país vizinho também trazia suas aeronaves turbohélices IA-58 Pucará, os quais já foram desativados. Este pequeno jato, desenvolvido a partir do treinador T-37, teve grande atuação na guerra do Vietnã, fornecendo apoio ás tropas avançadas e, posteriormente, utilizado por diversos países como plataforma para a luta contra insurgentes.

Segundo o Cmt da delegação uruguaia, Cel Parentini , a Cruzex foi “ uma ótima experiência para compartilhar expertises entre os participantes. É a chance de vermos como as outras Forças Aéreas atuam, trabalhar em conjunto e tentar voar da forma mais efetiva e segura possível”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CRUZEX 2018, a participação chilena.

Em sua quarta participação na Cruzex, o Chile enviou 05 aeronaves de caça F-16AM Fighting Falcon e uma aeronave de reabastecimento em vôo, Boeing KC-135 Stratotanker. No total, entre pilotos e equipes de apoio vieram cerca de 90 militares. Pela primeira vez operaram lado a lado com a aviação de caça do Peru, que foi a estreante no exercício. Um dos diferenciais da operação dos caças chilenos é sua doutrina de utilização dos paraquedas de frenagem durante os pousos.  Em todos os pousos dos caças F-16 foram observados o acionamento deste dispositivo, ao contrário dos F-16 norteamericanos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CRUZEX 2018: Estréia da Força Aérea Peruana.

Estreiando na Cruzex, o Peru enviou  aeronaves Mirage 2000 e  aeronaves A-37B Dragonfly. A primeira participação do país andino com aviões seria na Cruzex 2006, abortada após um acidente fatal com um A-37B durante o deslocamento. Desde então o país esteve presente enviando observadores, sem emprego de meios aéreos.  Na edição atual a Força Aérea Peruana enviou 04 unidades de cada modelo e um contingente de militares de apoio.

Todas as aeronaves são aviões antigos, os Mirage 2000 datando de 1986 e os A-37B Dragonfly da década de 70. Em 2014 os Mirage passaram por um processo de modernização em seus aviônicos, dando-lhes uma sobrevida na Força Aérea. Uma deficiência notada nos Mirage   monoplace é a ausência do probe (haste) de reabastecimento em vôo, fator delimitador de seu campo de atuação, exceto nos Mirage F-2000 biplace , que possuem a referida haste .

 

 

 

 

 

 

A Cruzex foi também o primeiro exercício de treinamento no qual a Força Aérea do Peru atuou junto com aeronaves de combate do Chile, países vizinhos que tem um histórico de animosidades desde a Guerra do Pacífico, no sec 19. Na coletiva de imprensa ambos os representantes (generais) dos países disseram que os objetivos são a integração da América do Sul e o treinamento conjunto visando futuras ações, como emprego pela ONU, por exemplo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CRUZEX 2018 , AF-1 Falcão (Skyhawk) da Marinha do Brasil

Desenvolvido na década de 50, visando atender as necessidades da Marinha norteamericana, este pequeno jato de ataque superou todos os requisitos do programa, no tocante a velocidade, alcance e capacidade de carga. Provou também ser um longevo combatente e após sucessivas atualizações sobrevive até os dias de hoje, nas cores da Marinha do Brasil.

Comprados do Kuwait, no final dos anos 90 e nunca tendo sido utilizados em porta aviões, o lote de 23 aeronaves pertenciam a última versão do avião, a A-4KU. Aqui foram nomeados como AF-1 Falcão, e AF-1A. Após uma década de uso a Marinha assinou um contrato de modernização com a Embraer , visando aumentar a sua vida útil.

 

 

 

 

 

 

 

O processo de modernização, iniciado em 2009, previa um total de 12 aeronaves, sendo 03 modelos biplace e 09 modelos monoplaces. Entretanto, após a desativação do Porta aviões São Paulo,  a Marinha optou pela redução do número de aviões, mantendo um total de 06 aeronaves, sendo os 03 modelos biplaces e mais 03 modelos monoplaces. Desta forma, mesmo sem ter a previsão da aquisição de um porta aviões nos próximos anos, a doutrina de utilização das aeronaves de asas fixas será mantida. Estas aeronaves modernizadas tiveram sua vida útil prolongada para os próximos 10 anos.

Na Cruzex 2018 a Marinha enviou duas unidades do jato, o monoplace N-1008  e o biplace N-1022  . Nesta edição do evento os dois foram os aviões mais cobiçados pela mídia internacional, em função de sua raridade. Nossa Marinha opera o único esquadrão naval do mundo equipado com o Skyhawk.

 

 

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Benito Latorre, o adeus a um grande spotter.

 

 

O homem é semelhante a um sopro; seus dias, como a sombra que passa. (salmos 144:4)

Subindo para o vale Nevado, no Chile.       Ricardo, Benito, Lucas, Junglas e Reinaldo

Conheci o Benito latorre em um dos muitos eventos de spotting em São Paulo, promovidos pelo então incipiente site Aeroin. Figura sempre prestativa e sorridente, era um daqueles spotters que, havendo a possibilidade, literalmente  corria o mundo atrás da captura de diferentes aeronaves para seu acervo fotográfico. Mas nossos contatos eram superficiais, apenas em alguns momentos na prática fotográfica. Este ano, entretanto, tive a oportunidade de compartilhar a convivência com o Benito durante a Fidae (Feira Internacional de Aviação do Chile).

Durante oito dias estivemos hospedados em um apartamento na capital chilena, em um grupo de sete spotters, naquela rotina maluca de entusiastas da aviação: levantar cedo, preparar o café, se arrumar, correr para a Van , passar o dia ao redor do aeroporto buscando a melhor luz, compartilhar dicas e informações, ao término da Feira passar no supermercado, padaria, pizzaria, chegar no apartamento baixar fotos, editar e publicar alguma coisa, tomar banho e, sobrando tempo, dormir. O Benito ainda somava a estas atividades a função de organizador, motorista da Van e auxiliador para eventuais necessidades. Não reclamava, gostava de ajudar e ser prestativo, se mostrou um grande companheiro de viagem e um grande amigo.

Nas semanas seguintes a Fidae fomos estreitando nossa amizade, planejamos uma viagem de spotting a Colômbia para 2019 , “trocamos figurinhas”sobre nossas coleções de safety cards, estivemos juntos fotografando em Confins e há 2 semanas, quando do início da Cruzex, em Natal, ainda havia a esperança que ele comparecesse, deixamos uma vaga reservada para ele, mas infelizmente não foi possível sua ida.

Não sabemos os desígnios de Deus para nossas vidas, mas podemos planejar coisas boas, estabelecer ótimos relacionamentos, sermos um referencial entre nossos pares, alguém a ser citado e lembrado positivamente. Esta é a herança deixada pelo amigo Benito, muito além de suas fotografias, suas histórias, viagens e atividades ele deixa a lembrança do  amigo, camarada e grande ser humano que foi e assim permanecerá nas nossas memórias.

Voe alto  Benito Latorre !

 

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