Dia do Material Bélico da Força Aérea Brasileira.

No dia 11 de Novembro de 1944 os aviões do Grupo de Caça da Força Aérea Brasileira iniciaram sua atuação nos céus da Itália operando de forma totalmente independente como Unidade Aérea, tendo seus aviões armados e mantenidos exclusivamente pelos armeiros brasileiros, comandados pelo Ten Especialista em Armamento Jorge da Silva Prado. Até aquela data o esquadrão operava de forma mesclada, com tripulações e mecânicos norte americanos. Nos meses seguintes cada aeronave P-47, equipada com 8 metralhadoras .50, 6 foguetes de 5 polegadas e até 1130 kg de bombas exigiu um esforço enorme de todos os especialistas em armamento, que conseguiram manter um alto índice de disponibilidade dos equipamentos.

Hoje, o SISMAB, dirigido pela Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico e operacionalizado pelo PAMB-RJ,(Parque de Material Bélico da Aeronáutica)  é composto por 33 remotos e 314 operadores. Sob sua imensa responsabilidade se encontram o planejamento, a supervisão e o controle das atividades de aquisição, manutenção, distribuição e suprimento de itens bélicos para toda a Força. Além de administrar e coordenar 41 projetos bélicos de suma importância para a Força, sendo os principais: Pistola, Fuzil, Canhão, Lançador, Equipamento Óptico, Equipamento Eletrônico, CADPAD, Harpoon, Python 3, Python 4, Derby, Igla S, A-Darter, Ataka, Reccelite, Litening, Bomba, Foguete, Torpedo, Metralhadora, Casulo, Cartucho Especial, Segurança Orgânica, Granada, Espingarda, Munição, Material de Demolição, Lizard, SKYSHIELD, Alvo Aéreo, Alvo Diana, Pirotécnico, dentre outros.

Parabéns a todos os militares que  ao longo da história da Aeronáutica contribuiram para o braço armado da mesma, fazendo jus à palavra FORÇA, característica permanente da Aviação Militar.

 

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Encontro Nacional de Colecionadores de Safety Cards.

Neste sábado, 10 de Novembro, os colecionadores de safety cards e de outros ítens aeronáuticos colecionáveis tem um encontro marcado. Trata-se do primeiro Encontro Nacional de Colecionadores de Safety Cards. Organizado pelo colecionador Carlos Pessini, o encontro, de caráter informal,  terá lugar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, mais precisamente no Terminal 2, na Praça de Alimentação, em frente ao RedLobster. Os colecionadores se encontrarão a partir das 10:00h e será uma excelente oportunidade para se conhecer outros aficionados e também aumentar a sua coleção.
Além de safetys, principal objeto deste encontro, também será possível trocas/aquisições de outros ítens, como pins, patches, tags, posters, publicações antigas, memorabilias e miniaturas. O Encontro se estenderá até o final da tarde.

 

 

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Aproxima-se a CRUZEX, de 18 a 30 de Novembro.

 

A Força Aérea Brasileira (FAB) realiza entre os dias 18 e 30 de novembro, em Natal (RN), a 8ª edição do Exercício Cruzeiro do Sul (CRUZEX).  Esta edição reúne cerca de cem aeronaves de 14 países. Brasil, Canadá, Chile, França, Peru, Uruguai e Estados Unidos participarão com militares e aviões. Bolívia, Índia, Suécia, Reino Unido e Venezuela participam como observadores. Portugal trará militares de forças especiais e, ao lado de Alemanha e França, vai ministrar palestras no seminário sobre o emprego do poder aéreo em missões da Organização das Nações Unidas.

O exercício organizado pela Força Aérea Brasileira permite que os tripulantes treinem o combate aéreo em operações combinadas, ou seja, diferentes nações atuando em cenários de conflito de maneira integrada e cooperativa, promovendo a troca de experiências entre os integrantes das forças aéreas participantes.

“A CRUZEX permite o intercâmbio de competências operacionais. Além de estreitar os laços entre os países, possibilita agregar conhecimentos de outras nações que possuem experiências em cenários de ação conjunta”, afirma o diretor da CRUZEX, Brigadeiro do Ar Luiz Guilherme Silveira de Medeiros. Trata-se do maior exercício de combate aéreo multinacional e conjunto – pois também reúne Exército e Marinha – realizado pela FAB.

Os cenários preparados para o treinamento envolvem guerra convencional e não convencional.  No cenário de guerra convencional, serão realizados os chamados “COMAOs”, sigla em inglês para Composite Air Operations, em que um ‘pacote’ com cerca de 40 a 50 aeronaves de naturezas distintas. As aeronaves decolam em sequência para – em tempo e espaço limitados – realizar missões com objetivos comuns ou complementares.

Uma das novidades desta edição da CRUZEX é a adição do treinamento em cenários de guerra não convencional, no inglês UW scenario- sigla para Unconventional Warfare, onde o combate é contra forças insurgentes ou paramilitares e não entre dois Estados constituídos. Trata-se de situações encontradas em missões onde atua a Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o diretor do exercício, a importância para a FAB treinar esse cenário não convencional reside na possibilidade de o Brasil enviar aeronaves para integrar missões da ONU. “Se acontecer, precisamos estar preparados”, explica o Brigadeiro Medeiros.  A CRUZEX vai permitir aos brasileiros treinarem ao lado de militares estrangeiros que já realizam esse tipo de missão no contexto da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Aeronaves e delegações
Os países participantes deslocarão aeronaves de caça, como os F-16 norte-americanos e chilenos; cargueiros e reabastecedores, como os CC-130J canadenses. Os EUA participam com aproximadamente 130 militares, um reabastecedor KC-135 e seis caças F-16. A Força Aérea Chilena participa com um esforço muito semelhante: são cinco caças F-16 e um reabastecedor KC-135. A delegação, entre pilotos e equipes de manutenção, terá em torno de 90 militares. Essa é a quarta vez que o Chile participa da CRUZEX. O Peru trará quatro caças A-37 e quatro caças Mirage 2000, com uma comitiva em torno de cem militares. A França participa com um cargueiro C-235; o Canadá com dois cargueiros CC-130J; e o Uruguai com quatro caças A-37.A Força Aérea Brasileira deslocará para a Ala 10 em torno de 70 aeronaves de múltiplas aviações, além dos caças AF-1 da Marinha do Brasil, que participam pela primeira vez do exercício.

Texto: Portal da FAB
Foto: Reinaldo Neves

 

A Última Missão

B-25 5133, preservado na base Aérea de Natal , sendo aeronave do mesmo modelo da acidentada.  Coincidentemente ambas serviram na Escola de Especialistas da Aeronáutica, em Guaratinguetá, SP.

 

Situado na zona oeste da cidade do Rio de janeiro , o distante bairro de Santa Cruz é sede da Base Aérea homônima, unidade militar da Força Aérea que desde o pós guerra opera aeronaves de caça e também de patrulha marítima.  Bastante movimentada, durante o dia diversas aeronaves de outros esquadrões por ali passam, em vôos de treinamentos e de suprimento. Além desta rotina, militares vem realizar cursos e estágios , aproveitando-se de sua infraestrutura  e aeronaves.
Semestralmente, a Escola de Especialistas de Aeronáutica, situada em Guaratinguetá, SP, envia alunos de diferentes especialidades para realizarem estágios antes de sua formatura.   Estes estágios coroam uma jornada de dois anos estudando em regime de internato, e são uma oportunidade na qual os instruendos vivem a realidade do dia a dia de uma unidade aérea da FAB.

Na manhã de 31 de Outubro de 1968 os 9 alunos da especialidade de Armamento Aéreo estão excitados. Chegaram para o estágio na segunda, dia 28 de Outubro e se instalaram no alojamento das praças. Nesta manhã de quinta feira todos acordaram muito cedo, ansiosos e nervosos com o grande desafio que os aguardava: – a realização do Tiro Aéreo ! Este treinamento era oriundo dos aviões utilizados na Segunda Guerra e que ainda faziam parte do inventário da Força. Era também motivo de grande orgulho pois,  dentre as centenas de alunos do Curso de Sargento especialista,  somente eles realizariam esta missão de tiro Aéreo.

No pátio das aeronaves, uma ave metálica os aguarda. A aeronave era o bombardeiro bimotor North American B-25 Mitchell, prefixo 5143, pertencente à própria Escola de Especialistas, sendo utilizado para treinamento em vôo de especialistas mecânicos , fotógrafos, radio-operadores e armamento.  Este modelo de aeronave foi também a primeira unidade da FAB a entrar em combate na Segunda Guerra, quando um B-25 em patrulha próximo a Fernando de Noronha foi atacado por um submarino, com artilharia anti-aérea e revidou bombardeando-o com uma dezena de bombas de 45Kg ( na época o Brasil ainda estava neutro).

O Chefe do Curso de Armamento, Capitão Enir,  reuniu os alunos e realizou um último brieffing, lembrando-os dos detalhes da missão e sobre a segurança em vôo. A seguir, todos embarcaram , os motores giraram e lentamente o 43 se dirigiu para a cabeceira da pista. A bordo, 2 pilotos, 1 mecânico de vôo e 1 Radio-telegrafista formavam a tripulação.  Para a instrução aérea embarcaram 1 oficial e 3 sargentos especialistas, além dos 9 alunos. Durante o vôo os instrutores se revezariam na posição do artilheiro , no “nariz” do avião. As 07:21 o B-25 decolou e rumou para a Restinga da Marambaia , local próximo a Base Aérea e onde funcionava um Estande de Tiro Aeroterrestre.  Nas horas seguintes todos seguiriam a rotina do circuito de tiro e o revezamento dos artilheiros.

Encerrada a instrução, hora de retornar para a Base Aérea. A aeronave  se afasta da Marambaia e o piloto resolve fazer  um vôo panorâmico a baixa altura, próximo as praias do Rio de Janeiro, com todos apreciando o belo litoral carioca. Esta extensão do vôo para apreciação do litoral era uma pequena recompensa pelas últimas horas envolvidas na missão. No retorno, por razão desconhecida, ele segue em frente na região do Recreio e ao tentar passar sobre o morro da praia de Grumari a aeronave estola (perde sustentação) e cai “placado” próximo ao topo do morro, espatifando-se e explodindo. O teto baixo de nuvens esconde da visão dos pescadores e moradores o clarão do fogo e a fumaça  do incêndio dos destroços. A bordo, todos morrem instantaneamente, na violência do impacto.

O ronco dos motores e o estrondo do impacto é escutado por um lavrador e graças a esta informação uma equipe do Parasar encontra os destroços por  volta de 01:00 do dia 01 de novembro.  Durante a noite os homens lutam contra a montanha de mata fechada e locais íngremes e escorregadios até que, finalmente, as 08:00 o trabalho de resgate dos restos foi encerrado.

Terminou ali a carreira de aviadores e especialistas, partindo em seu último vôo enquanto executavam a sua profissão e vocação. Quis também o destino que 9 jovens tivessem o seu sonho abreviado e não mais retornassem a casa dos pais, indo para os braços do Pai Celestial. Quanto ao B-25J 5143, após mais de 20 anos voando nas cores da FAB, tendo sido pilotado por dezenas de diferentes pilotos e realizado centenas de missões não pode trazer de volta à segurança da Base Aérea a sua tripulação.  Há exatos 50 anos, as 10:45 da manhã do dia 31 de Outubro de 1968 o Bombardeiro encerrou a sua última missão.


Tripulação:
Cap Av Helio do Amaral Teixeira e Ten Av Marlio Adão Müller, 2Sgt QAv Luis Fernando Caldi e 2Sgt RT-VO Geraldo Ferreira da Silva.
Instrutores de Armamento:
Cap Esp Arm Enir Vieira de Magalhães, 1Sgt QAR Vinicius Palmeira da Silva, 3Sgt QAR Antonio Vicente Silva e 3Sgt QAR Afonso Celso Giannico.
Alunos:
Roberto Jorge,  Eduardo Ferreira Cardoso, Francisco Moreira Filho, Fernando Melo Viana Sena, Jaber Tiradentes Coelho, Silvano Honório Câmara, Benedito Edésio da Silva, Adamor da Silva Braga e  Epaminondas Aguiar de Lima.

 

Texto: Reinaldo Neves, editor do site e ex-aluno 81-1105 Reinaldo, da Turma 179 “Branca 81″ !
Agradecimentos ao Cap Ref Magalhães,  José de Alvarenga e Sgt BMB Ribeiro.

 

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Spotter Day Confins 2018.

 

 

 

 

 

Do alto do morro do Dtcea ou na lateral da pista, excelentes registros

 

Dia 20 de Outubro, sábado, o Destacamento de Controle do Espaço Aéreo situado no Aeroporto de Confins foi palco de mais um evento “Spotter Day”. Organizado pelo site Ponte Aérea, capitaneado pelo spotter Lucas Ulhoa, cerca de 120 entusiastas da aviação prestigiaram o evento ao longo do dia, registrando o movimento das aeronaves e revendo e fazendo novos amigos .

 

 

 

 

 

 

O Cmt do Dtcea, Maj Renato, juntamente com sua equipe realizaram um eficiente trabalho de recepção aos visitantes, incluindo visitas guiadas a Torre de Controle. Barracas de campanha foram montadas, propiciando local para descanso, conversas e refeições. Um diferencial deste evento foi a presença de um  “Food Truck”, oferecendo hambúrgueres e massas, sendo bastante concorrido. Ficaram instalados em local com privilegiada visão do aeroporto e aeronaves nos fingers e no taxi.
No início da tarde foram realizados sorteios de brindes e na sequência aconteceu o “mesa aérea”, evento no qual os participantes colecionadores puderam negociar suas preciosidades de aviação. Safety cards, patches e miniaturas foram os itens predominantes.

 

 

 

 

“Mesa Aérea”                        Sorteio de brindes

Foto do amigo Luiz Gimenes

 

As 15:20 aterrissou a “cereja do bolo”, o A-330 CS-TOW  da TAP , com pintura especial. Desembarcou os passageiros, foi abastecido, carregado e após embarque decolou as 17:00 com destino a Portugal. Este foi o último ato do evento e os participantes remanescentes retornaram aos seus lares.

 

 

 

 

 

 

Destacamos a presença de spotters vindos de diversos estados do país, praticamente de todas as regiões. Conhecemos Marcio Peres, spotter que veio de Macapá. Sua viagem foi um verdadeiro périplo, voando os trechos Macapá – Belém – Brasília – Galeão – Confins. Está no hobby desde 2011. A futura comissária Thaisa Castro veio de São Luis do Maranhão, atraída pela possibilidade de participar de um evento de grande porte, onde pudesse registrar uma diversidade de aeronaves. Descobriu o spotting há menos de um ano.  De Teresina, Piauí,  veio o spotter Raphael Barbosa e de Fortaleza, no Ceará, vieram Flávio Carvalho e Bruno Colares, o último iniciando o curso de PP.  Todos destacaram a receptividade dos mineiros e a organização do evento.

 

 

 

 

 

 

O site asasmetalicas  agradece a Lucas Ulhoa e ao staff do Ponte Aérea pela organização do evento e ao Dtcea, na pessoa de seu Cmt, Maj Renato e equipe, sempre prestativos na interação spotters/Força Aérea.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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