No Céu, na Terra e no Mar.
Reinaldo Neves
Como ávido leitor de histórias e estórias aeronáuticas, já havia anotado em minha lista de futuras aquisições o livro “No Céu, na Terra e no Mar – Memórias de um Piloto de Provas” de autoria do Cel Ref Luiz Fernando Cabral. Neste livro de mais de 300 páginas, o autor narra a sua experiência como piloto de caça da FAB, pilotando nossos primeiros jatos Gloster Meteor e prosseguindo até o término de sua carreira militar como Ten.Cel e seu ingresso na EMBRAER, como piloto de provas. Além de
toda a sua vivência nos cockpits das aeronaves militares o autor, quando de sua passagem para a reserva, também possuía o título de Engenheiro Aeronáutico, recebido após anos de estudos no ITA. Para minha surpresa, logo após sair do hangar onde estava a Sala de Imprensa e , debaixo de uma chuva fina, dirigir-me para o hangar adjacente , deparei-me com uma barraca ainda sendo devidamente abastecida com algumas caixas e banners alusivos ao livro. Aproximei-me e tive então o prazer de conhecer e conversar com o Cel Cabral, provavelmente sendo o primeiro a adquirir o seu livro no evento. Figura simpática e com uma agradável conversa o autor autografou o meu exemplar, enquanto me citava a extensa lista de aeronaves por ele pilotadas durante sua carreira de aviador. Seu livro é uma mescla de fatos de
sua vida pessoal e profissional , com dezenas de fatos pitorescos narrados e fartamente ilustrado com imagens de nossa aviação a partir da sua entrada na Força Aérea, em 1949. Foi o piloto do vôo inaugural do Brasília e também trabalhou no desenvolvimento do AMX, tendo viajado por todos os continentes apresentando a aeronave T27 Tucano, na década de 1980. Sem dúvida, este é um daqueles livros que devem obrigatoriamente estar na biblioteca de todos os aeronautas e entusiastas da aviação.
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Coletiva de Imprensa da “Fumaça”
Reinaldo Neves
Durante o Evento de Aniversário dos 60 anos aconteceram duas Coletivas de Imprensa as 13hs de Sabado, dia 12 e no mesmo horário no Domingo, dia 13. Na mesa de autoridades estavam os ex-fumaceiros Cel Av Gonzaga,Cel Av Ruy Flemming, ambos da reserva e o Maj Av Caldas, que até o ano passado integrou a equipe. Na posição central o atual Comandante, Ten Cel Av Esteves e a sua esquerda o Maj Av Alexandre. No domingo tivemos ainda a presença do Cap AV Arantes e Cap AV André, além do SO Loureiro, este representando os Anjos da Guarda. Por cerca de meia hora os profissionais da imprensa perguntaram sobre diversos aspectos do EDA, dos quais destacamos;
- Histórico do Esquadrão, remontando ao seu início e atuação com a aeronave North American T6, tópico que foi respondido pelo Cel Gonzaga, fumaceiro que teve a honra de voar no início da década de 70 com as aeronaves T6 e o jato Fouga Magister. O Coronel discorreu sobre as dificuldades e desafios enfrentados pelos pioneiros, tais como o tamanho do país e a logística envolvida nos deslocamento além da criação da doutrina do Esquadrão e seus displays iniciais de apresentação.
- Sobre a Fumaça no período do Tucano T27 falou o Cel Flemming, relembrando o espírito de equipe sempre presente no fumaceiro, a sua capacidade de sempre estar evoluindo em suas técnicas e a vontade de cumprir a missão, de levar adiante a bandeira e os ideais dos precursores e da Força Aérea Brasileira.
- Indaguei ao Comandante sobre o futuro da Fumaça com o A-29, fato que vem sendo ventilado nos bastidores da aviação. O Cel Esteves citou a formação e atuação em Brasília de um Grupo de Estudos voltado para a definição da aeronave substituta do T27, observando aspectos técnicos e operacionais. Dentro deste contexto o EDA realizou vôos de testes em Natal com o modelo A-29 Super Tucano, concluindo que será um novo desafio para a Fumaça caso este modelo seja escolhido, porém os testes revelaram que a aeronave tem a capacidade de cumprir o atual display da Equipe. Entretanto a decisão, frisou o Comandante, será uma decisão política, nada tendo sido ainda definido.Este foi o assunto mais debatido na Coletiva, inclusive com a revelação da habilitação do A29 para realizar a manobra “lancevack”, proibida pela Embraer anos atrás após acidente de perda da hélice no T27, devido ao enorme esforço transmitido a este conjunto durante a manobra. O Maj Caldas realizou esta manobra em testes com o A29 e atestou a capacidade da aeronave, o que com certeza irá abrilhantar ainda mais as apresentações.
- Uma pergunta interessante foi sobre a possibilidade da presença de uma mulher piloto voando na Esquadrilha. Na resposta foi esclarecido que o total de horas necessários para um piloto se candidatar a uma vaga é de um mínimo de 1.500 horas de vôo, das quais 800 na condição de Instrutor. Seguindo o atual desenvolvimento da carreira das mulheres aviadoras estima-se que haverá alguma piloto habilitada a se candidatar dentro de aproximadamente 3 anos. O Maj Alexandre lembrou também que a cada ano há cerca de 30 candidatos, dos quais são escolhidos apenas 3 para renovação dos quadros.
- O SO Loureiro citou os critérios para a escolha de um Anjo da Guarda, sendo os principais a competência Técnica e proficiência na aeronave e também facilidade na comunicação verbal, necessária nos contatos com a população e imprensa. O Cel Esteves aproveitou para agradecer ao Suboficial o excelente trabalho realizado pela sua equipe de mecânicos, vitais para a manutenção do Show e segurança dos pilotos.
- A quebra do recorde de 12 aeronaves em vôo de dorso não pode ser quebrada neste evento devido a dificuldade em se colocar em condições de vôo a aeronave “emprestada” de outra unidade para este fim ( a dotação do EDA são 12 aviões). Durante a preparação final da mesma algumas panes impossibilitaram sua presença no “team”. Este recorde ficará para um próximo evento.
- O Maj Caldas, respondendo sobre o convite a demais esquadrilhas disse que o Comando da FAB convidou a diversas equipes conhecidas, mas devido a enorme distância do Brasil e as dificuldades logísticas envolvidas, somente as equipes do continente americano reuniam condiçoes de aceita-lo. Infelizmente os Blue Angels somente teriam disponibilidade no próximo ano, e os Thunderbirds cumpriram agenda internacional no ano passado, tendo que cumprir agenda nos Estados Unidos neste ano. Restaram então o Canadá, que possui duas equipes e enviaram o seu F-18 demo, que a cada ano é pintado com um motivo diferente e pela primeira vez veio a América do Sul, e nossos amigos de longa data HALCONES,equipe da Força Aérea Chilena. Quanto ao interesse da Boeing em patrocinar a vinda dos Super
Hornets, a FAB convidou os 3 fabricantes que integram a lista do FX-2, Boeing, Dassault e Saab, sendo que apenas a Boeing trouxe seus aviões.
Este ano a Fumaça se apresentará nos Estados Unidos e perguntei ao Comandante sobre as expectativas para esta missão. Nas duas coletivas os pilotos se mostraram muito felizes com a oportunidade, pois trata-se da primeira Esquadrilha militar não norte-americana a ser CONVIDADA pela Organização da Air Venture e segundo o Cel Esteves, com carta branca. A Fumaça realizará 9 shows nos Estados Unidos, sendo que 5 acontecerão em OSHKOSH, maior Show Aéreo do mundo, com uma média de 11 mil aeronaves em cada evento.
Considerações: Este aniversário nos reservou muitas surpresas e alegrias. A Força Aérea Brasileira juntou esforços e conseguiu realizar o maior Show Aéreo do país no presente século. As milhares de pessoas que compareceram na Academia puderam conhecer as diversas aeronaves de nosso acervo, assistir suas exibições e apreciar ao belíssimo Show Aéreo proporcionado pela Esquadrilha e aeronaves visitantes, civis e militares. Foi também excitante assistir ao “duelo” entre os shows dos F-18 canadense e norte-americano, cada um se apresentando com um display arrojado. Vantagem do Canadá, que além da pintura diferenciada tinha como locutor um piloto nascido no Rio Grande do Sul, que conseguiu enorme empatia com o público durante as evoluções do avião, com seu português de sotaque “gringo” a incentivar a multidão.
Uma grata surpresa foi o novo uniforme dos pilotos, na cor azul escura e com dizeres em branco.Este uniforme diferencia os pilotos
dos demais, servindo como um “cartão de visitas” da FAB em apresentações internacionais e se aproximando do padrão das demais Esquadrilhas militares, uma vez que a maioria dos pilotos vestem uniforme na cor verde.
Sabemos que o Comando somente irá confirmar o A29 após autorização de Brasília, mas a conclusão mais óbvia a que se chega no momento atual é que o Super Tucano é o substituto natural, pois representa para a indústria nacional uma maior visibilidade deste excepcional produto aeronáutico, que ainda tem um enorme mercado a ser conquistado internacionalmente.E ninguém melhor que nossa Equipe de Demonstração para exibir esta máquina. O investimento para a Força será alto, mas não podemos deixar que de novo tenhamos um “breack” como aconteceu no final da vida útil dos T6, ocasião que a Embraer ainda estava em fase de projetos do Tucano. Hoje temos a aeronave já pronta, testada nos Esquadrões de nossa Força e de países vizinhos, em franca produção e com um horizonte de pelo menos mais 30 anos de vôos em nossos céus. Esperamos ansiosamente por ve-lo no acervo de nossa FUMAÇA.
O reconhecimento de todo este trabalho ao longo dos anos culminou com a elevação da Equipe aos ” Top Teams”, entre as melhores do globo. Este ano o EDA recebeu um total de 22 convites para apresentações internacionais, número que por si só representa a importância e valor agregado ao nome do Esquadrão. Nosso país vem crescendo a passos largos no cenário mundial e é hoje um dos principais atores deste palco. Que nossa ESQUADRILHA DA FUMAÇA continue a elevar o nome do BRASIL e de nossa FORÇA AÉREA .
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A Festa vai começar…
Reinaldo Neves
Após uma viagem de quase 600 kms a partir de Belo Horizonte chegamos a Pirassununga, onde uma tarde de sol nos aguardava em um irresistível convite para uma sessão de fotos de aeronaves. Depois de almoçarmos e deixarmos as bagagens no hotel nos dirigimos para as proximidades da Academia, buscando uma melhor localização para visualização dos aviões nos procedimentos de pouso e eventuais vôos de treinamento.
Em nossa busca fomos brindados com um excepcional “spotting point” e mais ainda, chegamos no momento exato do treinamento do CF-18 Demo da Canadian Air Force, podendo então registrar esta belíssima aeronave em sua pintura “Norte Verdadeiro, Forte e Livre “, com motivos alusivos a paisagem gelada do norte canadense. Foi muito emocionante e gratificante fotografar o Caça Hornet canadense destacado em um background azul profundo do nosso céu; foto que já nos deixou muito felizes com a rara oportunidade.
Na sequência os dois Super Hornet da US NAVY decolaram em uma subida vertical e desapareceram no horizonte, transportando um piloto da FAB e um jornalista brasileiro especializado. No retorno, duas passagens baixas e mais algumas fotos para nossa galeria e apreciação de nossos leitores.
Assistimos também a chegada do avião da Passaredo e ainda a passagens de uma Esquadrilha de quatro aeronaves T-25 Universal e ao último treino da Fumaça. Na frequência do rádio escutamos a chegada de um H-60 blackhawk, P-95 Banderulha, F-5 Jambock e alguns comandantes civis chegando com suas aves metálicas acrobáticas. Os corações de todos aqui estão acelerados, a cidade inteira respira o evento, os hotéis assistem a chegada dos visitantes que já reservaram toda a rede hoteleira e espera-se para amanhã mais de cem mil visitantes na Academia. Acompanhe em nosso blog cada momento deste grandioso evento proporcionado pela nossa Força Aérea Brasileira.
Fotos – Reinaldo Neves
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ÁGATA 4 – Hospital de Campanha Fluvial da Força Aérea distribuiu 8,7 mil medicamentos
Em quatro dias e meio de atendimentos nas localidade de Moura e Barcelos (AM), mais de 400 km de Manaus pelo Rio Negro, o Hospital de Campanha Fluvial da Força Aérea Basileira distribuiu 8,7 mil unidades de medicamentos.
A ação é resultado de uma parceria com a Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas, Secretaria Municipal de Barcelos e laboratórios que doaram remédios para o atendimento da população ribeirinha. No município, vivem cerca de 23 mil pessoas.
Em Moura, distrito de Barcelos, não existe farmácia. A população depende dos medicamentos distribuídos de graça no único posto de saúde da localidade, que funciona improvisado num antigo e desativado posto policial. Os moradores que precisam de medicamentos ali, precisam ir de barco até Manaus ou Barcelos, uma viagem que pode custar até R$ 80,00.”Esse valor é muito para quem não tem.
A gente poderia usar esse dinheiro para comprar o remédio”, afirma Verinha da Costa Gomes, 53, uma das pacientes atendidas pelo Hospital de Campanha da Força Aérea. Como não há médicos no local, muitos se automedicam.
Até ontem, 8 de maio, o Hospital de Campanha Fluvial realizou quase 1600 atendimentos nas duas localidades, em Moura e em Barcelos, tendo realizado 192 exames complementares, entre raio-X, laboratoriais e de ultrassonografia – a unidade de saúde da Força Aérea Brasileira transporta um equipamento de última geração, portátil, algo que não existe na região; o aparelho ultrassom mais próximo está a 24 horas de barco dali, em Manaus. O hospital chegou a Barcelos na manhã da última segunda-feira, 7 de maio, onde existe farmácias, um hospital, três unidades básicas de saúde e apenas um médico clínico.
É a primeira vez que o Hospital de Campanha da Força Aérea é montado em uma balsa da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA). As balsas são importantes na Amazônia, pois auxiliam na movimentaçã de material e de equipamentos necessários para a construção de pistas na região Norte do país. Oitenta profissionais, entre militares da área de saúde, de Infantaria, de Intendência e da própria COMARA, participam da missão.
Fonte – Agência Força Aérea Fotos – SGT Paulo Rezende
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Sabado, 28 de Abril de 2012
ENCONTRO DE SPOTTERS
Iniciou hoje em Guarulhos, SP, a segunda edição do encontro nacional de plane-spotters, promovido pelo site AEROIN. De manhã bem cedo um grupo de spotters se dirigiu em uma van ao Museu da Tam, em São Carlos, para um dia de visitas àquelas magníficas
instalações. Os demais participantes foram se agrupando, no transcorrer do dia, no terraço do Hotel Matiz, localizado próximo a cabeceira da pista.
Quando a chuva passou a impedir a permanência no terraço alguns spotters foram registrar o movimento no Terminal do Aeroporto. Dentre os visitantes flagramos nesta foto uma reunião de KLM “skyteam”, Lufthansa, Swiss e Lan. O evento continua durante o final de semana.
O site asasmetalicas está participando deste evento.
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Sabado, 21 de Abril de 2012
22 de Abril – Dia da Aviação de Caça
Reinaldo Neves – Editor
Dia da Aviação de Caça – Histórico
22 de Abril de 1945. Neste dia, o 1° Grupo de Aviação de Caça, criado em 1943, efetuou um número recorde de missões em solo europeu, apoiando a grande ofensiva aliada contra os nazistas, a partir da cidade de Pisa, na Itália.
Na Região do Vale do Pó as tropas alemãs se retiravam e poderiam se reorganizar e lançar uma contra-ofensiva, retardando o avanço e o esforço aliado, além de ainda causar mais baixas nas tropas aliadas. O Grupo de Caça, entretanto, estava com seu pessoal reduzido, devido a baixas no transcorrer de um ano de combates e a falta de reposição de pessoal. Após acertos com o Comando do 350th Fighter Group USAF (United States Air Force), ao qual estava subordinado, o Ten Coronel Nero Moura e seus comandados decidiram operar como uma unidade independente, aceitando o desafio de seus pilotos voarem um número excessivo de missões, expondo-se em demasia aos perigos da artilharia inimiga e ao stress dos combates.
No dia 22, dezenove pilotos realizaram um total de 11 missões, com as esquadrilhas decolando em intervalos, os pilotos retornando e novamente partindo para outra missão, alguns até 3 vezes no dia. Ao final do dia o Grupo de Caça perdeu um avião, abatido pela antiaérea e seu piloto, Ten. Coelho, desaparecido até o final da guerra, após saltar de para quedas. No total, foram 44 saídas individuais, um marco para o Grupo de Caça e para a nascente Força Aérea. Nos dias seguintes o esforço continuou com até 10 missões ao dia, vindo a falecer em uma delas o Ten. Dornelles, então com 89 missões de combate.
Importância da Aviação de Caça
Nas palavras do Comandante da Terceira Força Aérea (III FAE), Brigadeiro do Ar Paulo Érico Santos de Oliveira “temos visto nos conflitos recentes a ratificação do emprego da arma aérea como condicionante sine qua non para qualquer emprego de forças de médio ou grande vulto. Nesse contexto, é aviação de caça a que se reveste de primordial importância, pois ela é a responsável por adquirir a necessária superioridade aérea perante as forças adversárias, de modo a permitir que as demais aviações de
combate, assim como as forças de superfície, operem com a adequada segurança. Sem esse passo inicial, qualquer tentativa de manobra terá boas chances de insucesso. Essa é a importância da Aviação de Caça para a Força Aérea Brasileira, e, conseqüentemente para o Brasil, pois, em caso conflito, é da execução bem sucedida de suas missões que os demais esquadrões da Força poderão, também, contribuir para um desfecho favorável ao país.”
Contexto atual
Hoje a Aviação de Caça na Força Aérea opera com as seguintes aeronaves: Dassault Mirage F2000, de fabricação francesa, operando em Anápolis, Goiás; Northrop F-5EM, operando na Base de Sta Cruz, RJ, Canoas, RS e Manaus, AM; AMX A-1, em Santa Maria, RS e Santa Cruz, RJ; e os Embraer A-29 Super Tucano, nos esquadrões em Porto Velho, Campo Grande e Boa Vista.
Futuro – Nublado ou céu azul ?
Há alguns anos vem se arrastando no governo a compra de aviões de caça de primeira linha, em substituição aos Northrop F5 e aos Mirage 2000, ótimos aviões, mas ultrapassados tecnologicamente e com suas células bastante voadas. Não se trata apenas da aquisição pura e simples de um modelo, mas da compra de um novo vetor,
novo conceito, e que agregue conhecimento e Know-How a nossa indústria aeronáutica, visando nossa capacitação para a fabricação de futuros vetores. Talvez devido a essa transferência de tecnologia, item altamente sensível, o projeto FX-2, anteriormente FX, esteja andando morosamente pelos meandros do Poder, a espera de uma decisão.
Que esta decisão chegue o quanto antes, a História é dinâmica, somos a maior potência sulamericana, nossos vizinhos latinos tem surtos megalomaníacos, o pré-sal é uma riqueza cobiçável e a mesma História nos mostra que os países bem preparados militarmente são os que obtém a maior parcela do sucesso.
Fonte – Agência Força Aérea ( entrevista Brig Paulo ) Site – sentandoapua.com.br Fotos – Reinaldo Neves
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Sexta Feira, 13 de Abril de 2012
Falece em acidente aéreo o empresário e aviador Fernando de Arruda Botelho
O empresário e acionista do Grupo Camargo Corrêa, Fernando de Arruda Botelho, morreu no início da tarde de hoje, 13 de Abril, em um acidente aéreo no interior de São Paulo. Ele e o piloto Sérgio Luiz Robattino, da Morro Vermelho Taxi Aéreo, empresa da qual Arruda Botelho também era acionista, foram carbonizados após o avião em que voavam cair nas proximidades de seu aeródromo, criado pelo executivo na década de 80, na cidade de São Carlos.
Fernando de Arruda Botelho também foi o idealizador e principal organizador da Broa Fly-In, uma das maiores feiras de aviação da América Latina, que ocorria anualmente em seu aerodromo, sempre em junho, mês de seu aniversário. Para esse ano, a 12ª edição da feira, a Broa espera receber mais de seis mil pessoas durante os três dias de evento. Apenas em negócios, a feira movimenta anualmente mais de US$ 100 milhões.
Apaixonado por aviação, o empresário fundou o Instituto Arruda Botelho, em Itirapina, que em parceria com Sesi, Senai e USP construiu réplicas do Demoiselle, segundo avião criado por Santos Dumont –depois do 14 BIS. “A missão do projeto é resgatar a história da aviação e divulgar o nome deste herói brasileiro e sua contribuição para o desenvolvimento da história da aviação mundial”, informa o site do instituto.
O instituto também promove preservação ambiental e do patrimônio histórico e artístico, desenvolvimento social e difusão cultural no Brasil e no exterior.
Foi nas proximidades do seu aeródromo, que conta com uma pista de 1,5 mil metros e uma área total de 400 mil metros quadrados, que Arruda Botelho faleceu. Ele estava a bordo de um avião antigo, Trojan T-28, utilizado por forças armadas de vários países, inclusive a marinha brasileira, na década de 60. O empresário trouxe este avião dos Estados Unidos no início do ano passado e era o único deste modelo voando no Brasil. Por volta das 12:30 o avião sofreu uma pane, caiu em um canavial nas proximidades da pista e explodiu.
A aviação brasileira perde um de seus maiores incentivadores e visionários.
Fontes – Folha.com / Estadão
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Terça-feira, 10 de Abril de 2012
Esteve no Brasil o maior avião de passageiros em atividade no mundo.Pela segunda vez o gigantesco Aibrus A380-800 aterrisou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, SP.
Nesta oportunidade a aeronave realizou alguns vôos avaliando a capacidade aeroportuária de São Paulo e Rio de Janeiro, visando operações em nosso país através das Cias Air France, Lufthansa e Emirates.
Após os Vôos o avião seguiu para a FIDAE, em Santiago do Chile.
Nosso colaborador Herbert Fabiano Monfre de Oliveira, que edita o blog cmsherbert.blogspot.com nos enviou estas belíssimas imagens. Esperamos ainda este ano ver este belíssimo avião voando regularmente em nossos dois principais aeroportos.
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Sabado, 07 de Abril de 2012
Participação Brasileira na FIDAE 2012
Nesta edição da FIDAE pela primeira vez as empresas brasileiras se uniram em um pavilhão, sob gerenciamento da ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança) a APEX (Agência brasileira de promoção de exportação e investimentos), o Centro para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista (CECOMPI) e a Associação para a Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX). O objetivo foi demonstrar a capacidade das empresas brasileiras do setor de segurança em oferecer uma gama de produtos e soluções com a alta qualidade normalmente exigida pelos Órgãos de Segurança públicos e privados.
A abertura do Pavilhão do Brasil foi feita pelo Ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, acompanhado dos comandantes das Forças Armadas do Brasil: Brigadeiro Juniti Saito, Comandante da Aeronáutica e o Almirante Julio de Moura Neto, Comandante da Marinha, bem como o Chefe do Estado-Maior Conjunto General De Nardi. O ministro também visitou todas as empresas do pavilhão brasileiro, acompanhado pelo Embaixador do Brasil no Chile, Frederico Cezar de Araujo e comitiva. No total havia representantes de 37 empresas.
De acordo com informações fornecidas pela ABIMDE e empresas nos estandes estima-se que as empresas que atuam no mercado de defesa geram juntas, cerca de 30 mil empregos diretos e 120 mil indiretos, movimentando mais de US$ 2,7 bilhões/ano sendo US$ 1 bilhão em exportações.
A exposição da nossa Força Aérea Brasileira (FAB) contava com as aeronaves Embraer E-99, dois caças Dassault F-2000 Mirage, da Base Aérea de Anápolis e um helicóptero H-36 Caracal, que veio da Base Aérea de Belém. Durante a abertura do evento o Ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar, Juniti Saito também visitaram o espaço com a exposição das aeronaves brasileiras.
Durante toda a feira aconteceram demonstrações do nosso Esquadrão de Demonstração Aérea, a popular Esquadrilha da Fumaça. O EDA tem participado de todas as FIDAE desde sua terceira edição, o que tem reforçado cada vez mais o laço de amizade entre as duas Forças Aéreas.
No Pavilhão brasileiro encontravam-se representantes das empresas: Empresas associadas da ABIMDE: AEL Sistemas, ALTAVE, ARES, AVIBRAS, BCA Ballistic Protection, CBC, CONDOR, DGS, EISA, EMBRAER Defense and Security, EMGEPRON, EQUIPAER, GLÁGIO, IACIT, IMBEL, ÍNDIOS, KRYPTUS, ORBISAT, RC, RF COM, SIEM OFFSHORE, VERTICAL DO PONTO, WELSER. Empresas associadas da CECOMPI: AKAER, AMBRA SOLUTIONS, AS AVIONICS SERVICES, FRIULI AEROESPACIAL, GLOBO USINAGEM, METINJO, NOVAER CRAFT, SQUITTER e UTEC. Empresas associadas da SOFTEX: ATECH, DIGIFORT Surveillance System, MC1, SAIPHER ATC, STEFANINI.
Além destas empresas, também estiveram presentes em outros estandes: ALCÂNTARA-CYCLONE, ATEQ, EMBRAER (Chalets B1 e B2); HEATCON / ABARIS, HELIBRAS Eurocopter, MECTRON, RSD Tecnologia, SAT / PRONAL e TURBOMECA
A Embraer, como sempre, promoveu uma excelente divulgação de seu projeto KC-390, avião militar de carga, transporte e reabastecimento, o avião FAB EMB-145 AEW&C (Airborne Early Warning and Control), E-99 pela nomenclatura da FAB, o qual é uma aeronave de Alerta Aéreo Antecipado e Controle, com capacidade autônoma de vigilância e controle aéreo. Também foi apresentada a aeronave Não Tripulada CARCARA II, projetada para obter imagens em áreas remotas. Este sistema está em uso pelo Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil. A Embraer trouxe para exibição na feira as aeronaves executivas Phenom 100 e 300.
Outras novidades apresentadas pelas empresas brasileiras foram:
T-XC Pilgrim, aeronave desenvolvida pela Novaer: Avião cuja estrutura é feita em 100% de fibra de carbono, o que o torna mais leve e resistente, sendo desenvolvido para uso como treinador militar básico (visa substituir os T-25) ou como avião de carga e transporte para uso civil.
S.M.M.A. T, um inédito sistema de monitoramento meteorológico que se converterá, em 2013, no primeiro modelo móvel do mundo. Desenvolvido pela empresa Squitter Ambiental -especialista no Desenvolvimento e fabricação de equipamentos para o monitoramento ambiental- este sistema possibilita a atuação segura de tropas ou aeronaves em lugares sem acesso a informações meteorológicas.
Sem dúvida a FIDAE serviu com o uma grande vitrine para a indústria aeroespacial e de segurança brasileira, que não hesitaram em ousar e instalar um bem sucedido Pavilhão neste evento.
FONTES: http://www.arribacomunicacao.com.br, http://www.fab.mil.br, http://www.fidae.cl http://aviacaogeral.com , http://www.defesanet.com.br, http://www.aereo.jor.br
FOTOS:
WELDER BANUTH
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“A Embraer optou por ser a cabeça do rato”
Entrevista de Marcelo Cabral ISTOÉ DINHEIRO
Ozires Silva, ex-presidente da Embraer
Poucos brasileiros podem exibir um currículo tão admirável quanto o de Ozires Silva, o coronel e engenheiro aeronáutico que fundou a Embraer, uma das maiores fabricantes mundiais da aviação comercial.
Nascido em Bauru, no interior paulista, Silva, que teve passagens pela presidência da Petrobras e da extinta Varig, e pelo Ministério da Infraestrutura, no governo Collor, foi também um dos principais artífices do processo de privatização da companhia de São José dos Campos. Ainda hoje mantém laços próximos com os diretores e integrantes do conselho de administração da Embraer. Aos 81 anos, Silva, que continua na ativa, como reitor da universidade Unimonte, de Santos, falou à DINHEIRO sobre os próximos passos da Embraer, elogiou a concessão dos aeroportos e mostrou por que o Brasil ainda é um peixe pequeno em termos de inovação.
DINHEIRO – Por que chegamos ao quadro atual de crise nos aeroportos?
OZIRES SILVA – A demanda pelo transporte aéreo no País tem crescido a taxas explosivas, acima dos dois dígitos. Diante disso, temos uma aviação menor do que a que precisamos. Nossas linhas aéreas centrais só vão a 60 cidades, enquanto o Brasil tem mais de cinco mil municípios. Ou seja, enquanto o mundo tem voado mais, temos uma capacidade aérea muito reduzida em número de aeroportos. Vão ser necessários muito mais aeroportos e muito mais aviões. No mundo todo, até 2030, 30 mil novos jatos entrarão em funcionamento. Você pode imaginar o impacto disso para a infraestrutura terrestre. Haja aeroporto.
DINHEIRO – Mas como construir novos terminais no momento em que o governo procura cortar gastos?
SILVA – O mundo está cheio de dinheiro para bons projetos. Mas faltam esses projetos aqui no Brasil. Quando estava nas Nações Unidas, vi a quantidade de dinheiro que ia para a África. Zero para a América do Sul. Perguntei por que isso acontecia. A resposta foi seca e direta: “Vocês não fazem projeto.” Se fizermos bons projetos de aeroportos, haverá dinheiro para eles.
DINHEIRO – A concessão de aeroportos à iniciativa privada pode ajudar nisso?
SILVA – Em razão da forma como se estabeleceu a atuação estatal, o governo está perdendo sua capacidade gerencial. Então, ele tem de passar o gerenciamento do negócio para outros e assumir os papéis em que, a meu ver, é muito mais útil e eficaz, que são os de legislar, regular e fiscalizar. Acho que temos, sim, que privatizar o sistema e botar o governo como o fiscal disso.
DINHEIRO – É possível imaginar uma privatização da Infraero ou então a sua abertura de capital?
SILVA – Não sei se é possível privatizar, porque a Infraero não tem patrimônio próprio e gerencia o patrimônio do Estado. Aliás, hoje o pessoal culpa muito a Infraero, mas não sei se é justo, porque as restrições gerenciais que pesam sobre a companhia impedem que ela possa prestar o serviço para o qual foi criada. Foi esse um dos fatores que me motivaram a comandar o processo de privatização da Embraer. Todo mundo era contra, mas olha o resultado. Ela se tornou uma companhia livre das amarras e líder em aviação executiva.
DINHEIRO – Como o sr. vê a situação da Embraer hoje?
SILVA – A empresa tem feito um bom trabalho, mas o cenário está mudando rapidamente. A competição tem vindo firme. Empresas como Mitsubishi, Sukhoi, Honda e Tata estão entrando no mesmo segmento. Com isso, a Embraer iniciou um debate interno para decidir se deveria permanecer na mesma classe de aviões, com menos de 200 lugares, ou passar a fazer aeronaves para até 350 passageiros, numa categoria acima. É justamente essa categoria que mais deve crescer nos próximos anos, enquanto o nicho em que ela atua hoje tende a encolher, daqui para a frente.
DINHEIRO – Qual foi a escolha?
SILVA – A decisão do conselho de administração, tomada no fim do ano passado, foi permanecer no mesmo segmento, usando a experiência nessa classe para aperfeiçoar cada vez mais seus aviões e derrubar a concorrência. A única saída para a Embraer é a competência. Dominar o mercado fazendo produtos melhores e mais baratos.
DINHEIRO – Mas se justifica operar em um segmento que tende a encolher?
SILVA – É melhor ser a líder mundial de um mercado menor do que um participante pequeno de um mercado maior, que impõe custos bem mais elevados e uma concorrência já estabelecida. A Embraer optou por ser a cabeça do rato em vez do rabo do leão (risos).
Linha de montagem da Embraer: mercado mais disputado com a chegada de novos concorrentes.
DINHEIRO – E como fica a relação da empresa com os EUA, que cancelaram a compra dos Super Tucanos, alegando problema na documentação?
SILVA – Esse argumento deles foi completamente estapafúrdio. O que ocorre é que estamos em época eleitoral nos EUA, e falar em comprar produtos de uma empresa brasileira em vez de preferir uma companhia americana é algo extremamente sensível. O cancelamento foi claramente uma decisão política. Informalmente, espera-se a retomada dessa concorrência após o fim do processo eleitoral. Tudo indica que a empresa vença de novo, até porque o avião da Embraer é infinitamente superior ao da concorrente.
DINHEIRO – Falando em dificuldades, a crise financeira mundial tende a diminuir?
SILVA – A turbulência que nós temos hoje é uma crise financeira. Tenho dito claramente que os financistas não vão conseguir resolvê-la. Isso porque o dinheiro tem uma característica extraordinária, que é a de gerar valor, mas o financista usa o dinheiro para gerar mais dinheiro. Temos de trocar os interlocutores. Não são os economistas ou o pessoal dos bancos que vão resolver os problemas, mas sim os empreendedores. Os EUA cresceram dessa maneira. O risco reduzido para os empreendedores carregou os EUA e os trouxe para o posto onde estão. Como não temos isso no Brasil, nós ficamos para trás.
DINHEIRO – Mas o Brasil foi menos afetado pela crise do que os EUA e a Europa.
SILVA – Isso acontece porque o dinheiro no Brasil não corre risco. Quem está em crise colocou dinheiro no risco, para gerar valor. Progrediram um bocado com isso, mas chegou o momento em que eles exageraram. Isso gerou um estoque de dívida mundial que não está sendo pago e que precisará ser perdoado de algum modo. Já por aqui nossos bancos estão bem porque não correram risco algum. Quem corre risco no Brasil é o empreendedor, o empregado, o produto e a empresa. Esses quebram. Mas isso dificilmente acontece com os bancos aqui no Brasil.
DINHEIRO – Na prática, como usar o dinheiro para criar riqueza?
SILVA – Veja a quantidade de dinheiro que o governo arrecada via impostos. Se ele alocasse uma parte desses recursos para gerar capital de risco para financiar novas empresas, como a Embraer, você teria resultado. Não seria preciso muito, não mais do que uns 2% ou 3%. Veja só: o governo deve ter alocado uns R$ 80 milhões para criar a Embraer, e isso é o que ela fatura hoje em cinco dias. É um retorno extraordinário.
DINHEIRO – Como ex-presidente da Petrobras, como vê os vazamentos de petróleo na perfuração da Chevron?
SILVA – O que fica claro é que vamos ter que desenvolver mais a tecnologia para explorar o pré-sal. E fazer parcerias, tal como fizemos na Embraer. Trouxemos partes, peças e equipamentos de vários fornecedores de outros países. E formamos recursos humanos de altíssimo nível por meio do Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Juntamos esses dois recursos e trabalhamos a partir disso. É o que a Petrobras vai ter que fazer, aproveitando os cursos universitários que têm surgido na área do petróleo.
DINHEIRO – O sr. é um pregador da inovação. Como analisa a situação das empresas brasileiras nessa área?
SILVA – Nem precisamos analisar muito. É só ver a resposta a uma pergunta: quantas marcas o Brasil tem no mercado mundial? Pouquíssimas, em um mundo em que a inovação é muito clara. Veja o iPhone, por exemplo. O Steve Jobs e a Apple desenvolveram tudo, mas não pararam na tecnologia. Também levaram o produto para as prateleiras, fizeram a comercialização. É justamente o que falta por aqui. Nossas faculdades estão atulhadas de tecnologias desenvolvidas a partir de pesquisas que terminam no relatório técnico. Não viram produto. Os americanos dizem que a inovação é uma criação que virou um produto. Mas nós não temos os mecanismos adequados.
DINHEIRO – Quais são esses mecanismos de incentivo?
SILVA – Capital de risco, espírito empreendedor e redução da ameaça ao patrimônio pessoal do empreendedor. Veja o exemplo do Estado da Califórnia. Por que ele é o mais rico dos EUA? Porque é o mais inovador e o que tem os melhores mecanismos de incentivos. O risco é gerenciado através do portfólio, em que os investidores financiam dez projetos. Se um único deles der certo, por exemplo, o lucro já paga os outros nove. Por aqui, todos os projetos têm obrigatoriamente que dar certo. Se não derem, o cara que o lançou vai ter de pagar a conta, em vez do investidor. Isso aniquila os potenciais criadores.
DINHEIRO – É uma questão de mentalidade, então?
SILVA – Faz parte da estrutura da sociedade. Precisamos aprender a lidar com o fracasso e a diversificar os erros. A Boeing já lançou aviões que não deram certo e teve prejuízo de bilhões com isso, mas não quebrou. Se a Embraer falhar em um avião, será fuzilada aqui no Brasil. Estamos habituados a destilar fracassos, e não a louvar sucessos. Lá fora não se coloca na rua da amargura o sujeito que falha em um projeto, como acontece por aqui. No Japão, o Soichiro Honda construiu a montadora após dois fracassos empresariais. Se fosse por aqui, ele nunca mais teria conseguido se reerguer. Não podemos esquecer que quem fracassa tem um valor extraordinário porque tentou.
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Dia da Mulher
Reinaldo Neves
Hoje é comemorado o Dia da Mulher. Pelos quatro cantos do mundo, se é que são realmente apenas quatro, todas as mães, avós, esposas, namoradas, filhas, casadas, viúvas, solteiras, enfim todas as representantes do belo sexo feminino recebem justas, sinceras e amorosas homenagens de seus opostos masculinos. Infelizmente haverá aquelas que passarão em branco pela data, talvez pela solidão, talvez pelo esquecimento dos seus, ou mesmo em um leito de hospital, mas felizmente não é esta a regra.
Vivendo em um mundo em constante transformação, no qual a velocidade, a rapidez e a eficiência são habilidades buscadas e valorizadas, nos falta muitas vezes simplesmente pararmos e apenas ficarmos sentados a observar as mulheres que cercam nossa vida. Nada de botequim, piadas, gracejos ou observações sobre a aparência física destes anjos. Notem como uma mãe se esmera em preparar a mesa para um simples café, ajeita uma roupa no filho ou fica a observá-lo caminhando porta afora em direção a Escola; – que profissão ele escolherá , casará com alguém que o ame como eu amo, será feliz… pensamentos que para nós, marmanjos herdeiros dos trogloditas se traduziriam em algo como… o moleque é homem, ele se vira… a garota vai casar com um cara bem sucedido… E a nossa amada, que nos recebe com um abraço, um sorriso, um beijo, palavras doces ou uma torrente de novidades. Apenas nos pede para sentar e escutá-la.
O dia feminino não é fácil, uma jornada semelhante a nossa, somada aos afazeres domésticos e dos cuidados com a prole, pois nem sempre os troglod… maridos ajudam. E com um sério agravante que nós não temos; driblar conquistadores baratos e suas piadinhas simplórias, seja no trabalho ou na rua.
Mas elas foram conquistando seu espaço e hoje navegam livremente em todos os setores antes considerados “dos machos”, nos céus, não mais na condição de passageiras ou comissárias, mas de pilotos, pára-quedistas, acrobatas, astronautas. Na terra e no mar, cientistas, soldados, pilotos de corrida, motoristas profissionais (sim, os machistas achavam que não seriam) alpinistas, mergulhadoras e políticas! (outro reduto machista)
Este é um site de Aviação, então nada como relembrar o nome de algumas mulheres que ajudaram a fazer a história das asas metálicas em nosso país: Ada Rogato, Tereza de Marzo, Anésia Machado, Lucy Balthazar, e ainda muitas outras que não estão sedimentadas na história, pois seus feitos são recentes; sim, ainda temos uma avenida de oportunidades e pioneirismos para nossas aeronautas, pois sua participação em nossa aviação comercial e militar é ainda incipiente.
Desejo a todas vocês, iniciando pelas três mulheres de minha vida (esposa, mãe e filha) um dia pleno de reconhecimento e alegrias. O canto dos pássaros e a música dos motores aeronáuticos as saúdam!
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Segunda-feira, 04 de Março de 2012
A Força Aérea Canadense apresenta jato de demonstração 2012
Em uma pequena cerimônia realizada em Bagotville, Quebec, a Força Aérea Canadense apresentou oficialmente o avião CF-18 Hornet na pintura para esta temporada. A apresentação foi feita pelo Comandante da Ala, Coronel Paul Prévost e o piloto de demonstração, Capitão Patrick “Paco” Gobeil.
A cada ano a equipe apresenta um tema único e, neste ano, a referência é a região do Ártico canadense, aqui citado como “O Norte Verdadeiro, Forte e Livre”.
“Mais de um terço do Canadá está localizado ao norte do paralelo 60“, disse o Coronel Prévost. “Para nós, em Quebec, o Norte começa a poucos quilômetros daqui (Bagotville) no paralelo 49 e inclui mais de dois terços do nosso território.“
O avião foi pintado na cauda e no dorso com motivos que remetem à paisagem e ao povo do Ártico. Possui 13 flocos de neve representando as províncias do país e territórios, bem como as 13 Alas de Vôo da Real Força Aérea Canadense, tudo espalhado sobre um Azul Ártico profundo.
O criador do projeto, o veterano designer gráfico Jim Belliveau citou a complexidade do trabalho, explicando que cada floco de neve foi feito em um stencil separado e que todas as peças formavam um intricado padrão feito à mão, exigindo um minucioso esforço para sua consecução.
“Nosso maior desafio era o tempo, o único fator que não pudemos controlar“, disse Belliveau. Mas a pressão também pode adicionar um stress positivo. “Mesmo que nós tivéssemos um plano… todo o processo teve um ar de imediatismo e espontaneidade no resultado final.”
Para o piloto oficial, Capitão Patrick Gobeil, acompanhar nas últimas semanas o processo de pintura foi uma experiência inesquecível:
“O jato esteve no hangar de pintura por quase dois meses e o trabalho no avião foi enorme. São muitos os desafios que vêm com pintura de um jato supersônico de demonstração e Jim Belliveau, o sargento Harold Girard, o Cabo Claude Houde e sua equipe inteira aceitaram o desafio com excelentes resultados. Eles são os melhores no que fazem. “
Durante a primeira semana de maio de 2012, o jato colorido será visto rasgando os céus em Comox, British Columbia , onde toda a equipe se reunirá para a sua formação anual antes de lançar sua temporada de Shows Aéreos de 2012 .
“Temos o mais bonito avião do planeta, uma grande equipe e estou ansioso para o início da temporada de show aéreo“, disse o capitão Gobeil.
Nos dias 12 e 13 de Maio a equipe estará na AFA, em Pirassununga, São Paulo, abrilhantando os festejos dos 60 anos da Esquadrilha da Fumaça.
Fonte – Real Força Aérea Canadense Fotos – MCpl Steeve Picard.
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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012
Compra do Super Tucano é cancelado pela Força Aérea Norte Americana
A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) informou hoje que esta colocando de lado o contrato de US$ 355 milhões correspondente à compra de 20 aeronaves EMB-314 Super Tucano da Embraer. A decisão estaria relacionada com problemas detectados na documentação que levou à opção pelo avião brasileiro. O comandante da área de materiais da USAF, Donald Hoffman, ordenou uma investigação.
No dia 30 de dezembro de 2011 a USAF anunciava o Super Tucano como vencedor da concorrência LAS (Light Air Support) para a seleção de um modelo de aeronave adequado para operações de guerra assimétrica (anti-guerrilha), patrulhamento e treinamento. Contudo, a concorrente Hawker Beechcraft, fabricante do AT-6B Texan II, a aeronave derrotada, entrou com uma ação contestatória do resultado da licitação. A Embraer, cumprindo o que determina a lei americana, estabeleceu parceria com a estadunidense Sierra Nevada Corporation, empresa local encarregada de produzir os Super Tucanos que seriam comprados pelo governo norte-americano e repassados as forças de defesa afegãs.
Confira a íntegra do comunicado da Embraer: A Embraer lamenta o cancelamento do contrato referente à aquisição do avião de combate leve para o projeto Light Air Support (LAS), informado hoje pela Força Aérea dos Estados Unidos. Junto com sua parceira nos Estados Unidos, Sierra Nevada Corporation (SNC), a Embraer participou do referido processo de seleção disponibilizando, sem exceção e no prazo próprio, toda a documentação requerida. A decisão a favor do Super Tucano, divulgada no dia 30 de dezembro de 2011 pela Força Aérea dos Estados Unidos, foi uma escolha pelo melhor produto, com desempenho em ação já comprovado e capaz de atender com maior eficiência às demandas apresentadas pelo cliente. A Embraer entende que oferece a melhor solução para a Força Aérea dos Estados Unidos, e aguardará mais esclarecimentos sobre o assunto, junto com sua parceira Sierra Nevada Corporation, para decidir os próximos passos.Quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Fonte: Tecnologia e defesa
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CF-18 Demonstration Team na América do Sul
Os caças F-18 retornam em 2012 para mais uma temporada de apresentações, com uma missão a cumprir: – Apresentar ao longo do ano performances espetaculares de sua equipe .
Este ano, no calendário 2012 a nossa equipe participará em 15 shows aéreos no Canadá, quatro shows nos Estados Unidos, bem como uma viagem de demonstrações na América do Sul,durante o mês de maio.
O CF-18 Demo Team personifica a excelência necessária para manter a Royal Canadian Air Force (RCAF) entre as melhores organizações de aviação do planeta. A experiência e a dedicação exigida pela equipe, do piloto para as equipes de manutenção e para os coordenadores, reflete o profissionalismo de todos os aviadores e aeronautas do Canadá.
Este ano, o tema do Demo Team é: O Norte Verdadeiro forte e livre
Como fala no Hino Nacional do Canadá, o Norte Verdadeiro forte e livre se refere a magnitude da região norte do país e da determinação do canadense de manter presença visível e atuante por lá e ainda a capacidade de defender o vasto território ártico.
Fonte – Site da Força Aérea do Canadá
Amigos canadenses, esperamos ansiosamente pela visita e pelo belo show que sem dúvida abrilhantará o aniversário de 60 anos da Esquadrilha da Fumaça.
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Sabado, 18 de Fevereiro de 2012
FIDAE 2012
A FIDAE, Feira Internacional do Ar e Espaço é a maior e mais importante Feira de Aviação na América Latina, abrangendo também a área de segurança e defesa. Com o passar dos anos e as sucessivas edições, além do apoio constante do governo chileno, o evento se consolidou no Circuito Internacional das Feiras e como o mais importante centro financeiro na região.
A FIDAE é hoje uma janela para as grandes marcas e um lugar de encontro de executivos com alto poder de decisão, além de autoridades em diferentes áreas.
Com mais de 30 anos desde sua primeira edição, a FIDAE oferece a última tecnologia disponível nas seguintes áreas:
- Aviação Civil e Comercial
- Defesa
- Manutenção de Aeronaves
- Equipamentos e Serviços de Aeroporto
- Espaço
- Segurança Interna
Em 1980, inaugurada com a sigla FIDA, o show aéreo realizado pela primeira vez no país teve como objetivo celebrar o quinquagésimo aniversário da Força Aérea do Chile. Seu enorme sucesso levou o governo a tomar a decisão de realiza-lo a cada dois anos, tornando-se, então, na maior Feira Aeronáutica no Cone Sul. Desde 1990, o FIDA Aeródromo se mudou para Los Cerrillos e mudou seu nome para Feira Internacional do Ar e Espaço (FIDAE).
Com o encerramento do aeroporto de Los Cerrillos em 2006, a FIDAE mudou-se para novas instalações na área noroeste doAeroporto Arturo Merino Benitez, em Santiago, atual local do evento.
Contando hoje com 16 edições realizadas em mais de trinta anos, esse evento se tornou um dos maiores do mundo e provou ser uma reconhecida plataforma comercial aeroespacial e de defesa na América Latina, devido à sua capacidade de infra-estrutura e alto profissionalismo nos serviços.
Fotos FIDAE 2008
- http://www.asasmetalicas.com.br/cpg14x/thumbnails.php?album=47
- http://www.asasmetalicas.com.br/cpg14x/thumbnails.php?album=51
FIDAE - http://www.fidae.cl
Fotos – Reinaldo Neves
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Sábado, 04 de Fevereiro
CIAAR RECEBE NOVOS ESTAGIÁRIOS
O grupo é formado por duas turmas, uma delas composta por cerca de 100 profissionais das áreas de saúde e engenharia que foram aprovados nos exames de admissão para ingresso de médicos dentistas e farmacêuticos (EA-CCC) e de engenheiros (EA-EAOEAR), ambos realizados em 2011. Também ingressaram 35 militares pertencentes ao Corpo de Pessoal Graduado da Aeronáutica, aprovados em um concurso interno. O CFOE, Curso de Formação do Oficial Especialista, é realizado em regime integral, durante dois anos e reconhecido como Curso Superior.
A cerimônia marcou o início das atividades dos cursos e estágios realizados no CIAAR,no ano letivo corrente, e os estágios tem como objetivo promover a adaptação militar dos futuros oficiais da Aeronáutica. Entre as diversas instruções ministradas estão armamento, munição e tiro; atividades de campanha, conceitos de chefia e liderança, comunicação oral, elaboração de documentos oficiais, conduta social e militar, a estrutura das Forças Armadas, direito humanitário internacional e treinamento físico.Fonte – CIAAR
Fotos – Reinaldo Neves
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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
FAB arrecada R$ 1.200.000,00 em Leilão
Reinaldo Neves
Lote 01, aeronave U-42 matrícula 2227 no valor inicial de R$ 13.123,64, alguém confirma? …14 mil. 15 mil e quinhentos… 20 mil…os lances se sucedem e momentos depois o primeiro Regente é vendido por R$ 34.000,00. Assim iniciou-se o Leilão de 16
aeronaves Neiva Regente U-42 e duas aeronaves Embraer Seneca U-7, na manhã do dia 18 de Janeiro. Este primeiro lote serviu como parâmetro para os lotes subseqüentes e assim, um a um, ao som do martelo do leiloeiro Gustavo, da GP Leilões, os U-42 foram sendo vendidos. Assistindo ao evento, observando as expressões e reações da platéia de cerca de 80 pessoas, era visível a decepção no rosto de alguns entusiasmados concorrentes ao verem o objeto da disputa alcançar valor distante de suas posses… afinal apenas um dos arrematantes levou 05 lotes…
Pelas conversas entre os participantes, antes do início do pregão, estimava-se um valor médio de R$ 30.000,00, variando em função das condições de cada aeronave. Entretanto, os 16 Regentes foram arrematados por um valor aproximado de 700 mil reais, o que estabeleceu uma média de cerca de 43 mil por avião, o mais caro alcançando R$ 74.000,00.
Os dois Sêneca U-7 2633 e 2634 foram rapidamente arrematados por 270 e 250 mil reais respectivamente, com apenas cinco ou seis interessados.
Circulando entre os arrematantes conheci Paulo Bortollotte, residente em São Paulo, jovem piloto brevetado com o Certificado de Piloto Privado, que veio diretamente no dia do Leilão, e sem tempo de antes verificar as aeronaves arrematou o U-42 2996, depois de acirrada disputa.
Pretende deixar o avião o mais original e próximo do padrão FAB que for possível, e utilizá-lo como hobby em suas viagens pelo interior do estado, entre Campinas e Pirassununga. Quando sua aeronave voltar a ganhar os céus, nos chame para uma sessão de fotos, Paulo!!
Conversei com outros arrematantes, um fazendeiro que agora irá dispor de um transporte rápido entre a capital e sua propriedade; um piloto que opera a partir de Pará de Minas, outro que levará o avião para o interior de Goiás. Conversei também com um investidor da região de Boituva, SP, que arrematou cinco aeronaves. Ele pretende, após reformar todos os aviões, reservar um para uso próprio, repassar dois para compradores já cadastrados e os outros dois esperar para ver o que acontece…
De Barbacena veio um comprador que com um sorriso permanentemente estampado no rosto demonstrava a felicidade da aquisição de um U-7 Sêneca e dois Regentes. No leilão de 2002 arrematou um Regente modelo L-42, que mantém voando nas mesmas cores camufladas originais. Gentilmente se prontificou a nos receber para uma reportagem sobre seus aviões!
Retornei para casa contente. Fiquei feliz em conhecer pessoas que ao adquirir uma aeronave que pertenceu à nossa Força Aérea as mantém nas mesmas condições de originalidade, preservando assim parte de nossa história. Também é gratificante saber que, graças aos abnegados esforços dos mecânicos da FAB, as aeronaves ainda estão em condições de voar no meio civil por ainda muitos e muitos anos.
Bons vôos a todos os felizes proprietários do Neiva Regente U-42!
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Domingo, 15 de Janeiro de 2012
Compre um avião da FAB ( parte 2 )
Reinaldo Neves
Retornei ao Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa. Quis ainda ver, talvez pela última oportunidade pintados nas cores da FAB, os aviões que por tantas décadas serviram às nossas Bases Aéreas.
Puro saudosismo, pois volta e meia ainda me pego lembrando aqueles anos oitenta, em Santa Maria, RS, quando eu, na época Terceiro Sargento Armamento, ia para a pista instalar os porta-bombas nos Regentes do nosso Esquadrão e prepará-los para missões de treinamento de Lançamento de Cargas. Estes treinamentos eram realizados na pista de grama lateral a pista principal. Naqueles bons tempos ainda havia fartura de horas de vôo, as aeronaves não eram velhas e/ou canibalizadas e, acima de tudo, meus olhos brilhavam de alegria e satisfação a cada missão realizada a contento, a cada decolagem de Regentes, Xavantes e Sapões (UH-1H). Em um típico “dia de Base Aérea”, geralmente no meio da semana, o tráfego aéreo era recheado de decolagens e pousos de helicópteros, caças e aviões de transporte, vindos de outras unidades, seja em missões administrativas ou operacionais. Caças F-5 da Base de Canoas, Hércules C-130 , Búfalos C-115 e Pumas CH-33, oriundos das Bases do Rio de Janeiro e um vai e vem de Bandeirantes C-95, estes pertencentes aos diversos Esquadrões de Transporte Aéreo espalhados pelo Brasil, todos a preencher nossos dias e entoar nos nossos ouvidos a bela música de seus motores. Sim, meus amigos, motor de avião funcionando é música para os amantes e entusiastas da aviação, que nunca se cansam de admirar e apreciar estas belas aves metálicas, fruto dos sonhos de Da Vinci, Lillenthal e Dumont. O que diriam estas mentes brilhantes se pudessem hoje ver o fruto de seus sonhos e projetos no atual estágio de desenvolvimento? Com certeza Da Vinci estranharia o som dos motores, as turbinas a jato a pleno, algo que na Idade Média seria imediatamente associado a um mitológico dragão rugindo e cuspindo fogo e muito provavelmente ele se apaixonaria pelo motorzão radial do T6; afinal todo aficcionado pela aviação nunca esquece o som do Pratt & Whitney R-1340 Wasp de nove cilindros!
Retornando ao presente mês de janeiro de 2012 estava eu, lá no Parque a viajar nas lembranças, quando vi um casal observando e anotando dados de alguns aviões. Apresentei-me a eles, puxei conversa e após alguns minutos conheci um casal de advogados que nutrem paixão e entusiasmo pela aviação. Há oito anos ele arrematou um Regente L-42 também ali no Parque de Lagoa Santa, recuperou-o, voou com ele por um tempo e posteriormente passou-o para outro aviador. Agora procurava novamente outra aeronave para, em sua oficina, lentamente restaurar cada detalhe, mantendo a originalidade e, de novo colocar a ave metálica em condições de voar. Na outra extremidade do hangar três homens discutem animados ao lado do Regente 2226, um dos mais completos e vistosos do Leilão. Puxo conversa e tenho ali um investidor, um piloto e um mecânico, ávidos por encontrar uma boa oportunidade de negócio. O investidor me diz que está estudando para tirar o brevê, pretende adquirir um avião em condições de vôo imediato e outro para recuperação e venda. Está muito entusiamado, corria de um lado para outro, puxava o mecânico para mostrar algum detalhe, às vezes parava e ficava olhando as aeronaves com aquele olhar característico de uma criança quando se vê no Beto Carrero e não sabe por onde começar…
Também há interessados nos U7 Sêneca, mas este avião não tem para mim o mesmo carisma , a mesma paixão que o velho Regente; afinal os Sênecas existem em profusão pelo Brasil e mundo afora, a sua utilização provável será em Escolas de Aviação e Taxi Aéreo, meramente como negócio, sem nenhum apelo conservacionista.
Confesso que estou tentado a esquecer minha atividade jornalística e também me aventurar no pregão, quem sabe adquirindo um dos aviões desmontados, e aos poucos recuperar sua condição de pássaro, dar-lhe uma pintura camuflada, instalar dois lançadores de foguetes desativados e exibi-lo nos eventos aero desportivos pelo país.
Sonhar com aviação é tudo de bom …
Quarta-feira, dia 18, estarei lá, cobrindo o evento para este site/blog. A pergunta que não quer calar:
Haverá no outro dia um avião da Força Aérea Brasileira desmontado na minha garagem?
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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012
Compre um avião da FAB
Reinaldo Neves
Isso mesmo. Um avião da Força Aérea Brasileira. Uma parte da história da nossa FAB e da nossa indústria aeronáutica! E a partir de R$ 9.000,00! Difícil de acreditar, mas é a mais pura verdade. 
O Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa, em Minas Gerais, está leiloando todo o estoque remanescente na FAB das aeronaves modelo U-42, fabricados pela Indústria Aeronáutica Neiva e operados por quatro décadas pela nossa Força Aérea e pela Força Aérea do Gabão. Também serão leiloados dois aviões modelo Embraer EMB 810 Sêneca, estes versão brasileira do modelo Piper PA-34, também montados pela Neiva.
Ambos têm anotado um total aproximado de 5 mil horas de vôo e seu lance mínimo é de R$ 173 mil reais.
Histórico
O Neiva Regente U-42 foi projetado e fabricado no Brasil, tendo sido o primeiro avião metálico a ser montado em nossas terras, isso lá pelos idos dos anos 60, ajudando a nossa incipiente indústria aeronáutica que ensaiava seus primeiros passos. Foi uma aeronave montada especificamente para a FAB, visando atender as necessidades administrativas e de transporte de pequenas cargas, operando em pistas de terra e atendendo aos comandantes das diversas Bases Aéreas. A quase totalidade dos aviadores de nossa Aeronáutica, durante os anos 70 a 90, em algum momento de suas carreiras pilotaram este avião, pois praticamente todas as Bases Aéreas possuíam ao menos um exemplar em sua dotação de aeronaves, seja no modelo Regente L-42 ou U-42.
Os modelos L-42 operaram dentro das Esquadrilhas de Ligação e Observação(ELO), posteriormente desativadas e transformadas nos Esquadrões do Terceiro Grupo de Aviação, equipados inicialmente com o T-27. Os modelos L-42 foram então desativados e a FAB continuou a operar somente com os modelos U-42. No ano passado o comando da Força decidiu pelo encerramento das atividades com o avião e, nos últimos seis meses todos retornaram ao PAMA-LS, onde foram parcialmente desmontados e guardados dentro do hangar, garantindo sua proteção das intempéries. Apesar de tanto tempo de uso os aviões apresentam as células em excelente estado, com uma média de 4 mil horas de vôo; há alguns inclusive que estavam ainda voando há poucos meses com um total de 3.600 horas! Estes estão completamente montados e tem um lance inicial de R$ 26.500,00.
Reminiscências
Para este repórter o Neiva Regente reveste-se de um simbolismo ainda maior, pois dentre minhas lembranças dos meus 30 anos na Força há dois vôos inesquecíveis: – um translado entre Santa Maria e Canoas, em 1986, quando experimentei os comandos da aeronave, e em 1988, quando realizei meu último salto de pára-quedas, em um evento no Aeroclube de São José, saltando de um U-42 sediado na época na Base Aérea de Florianópolis, SC.
No próximo dia 18 de janeiro mais uma página estará sendo virada nos anais da história de nossa Força Aérea. Após sucessivos e nervosos lances, ansiedades e adrenalinas em evidência, batidas do martelo, se ouvirão gritos e sorrisos de alegria iluminarão alguns rostos e os 16 Neiva U-42 remanescentes do acervo irão trocar de proprietários. Em breve, após alguns serviços de manutenção e pintura retornarão aos céus do país, com uma matrícula civil e uma paleta de cores.
Sejam bem vindos em uma nova carreira, agora na Aviação Civil!
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Fumaça estabelece novo recorde
As atividades do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), popularmente conhecido como Esquadrilha da Fumaça, começaram no mês de março e encerraram em Barbacena no dia 16 de dezembro. A agenda contou com solicitações de norte a sul do Brasil, além dos países vizinhos Uruguai e Paraguai. Com as 122 demonstrações, a Fumaça contabilizou uma demonstração a cada três dias.
Segundo o Comandante do EDA, Tenente Coronel Wagner de Almeida Esteves, o recorde anterior foi de 117 demonstrações. “Apesar do recorde, a nossa preocupação é com a qualidade e a segurança das demonstrações”.
Completando sua avaliação sobre o ano, ele afirma que a missão da Esquadrilha da Fumaça foi cumprida com sucesso. “Difundimos o trabalho da Força Aérea Brasileira e despertamos naqueles sorrisos, naqueles olhares cheios de lágrimas, o interesse e a vocação pela atividade aeronáutica. Quem sabe muitos daqueles que tiveram oportunidade de assistir a nossa demonstração estarão fazendo parte da mesma Força Aérea que nós”.
Em 59 anos de existência, a Fumaça realizou 3.545 demonstrações. Em maio de 2012, a Esquadrilha completa seis décadas.
Fonte – EPCAR
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Duas rodas na Bienal
A Bienal do Automóvel também foi palco para os principais fabricantes de motocicletas exibirem seus lançamentos e seus sucessos de vendas. Na área reservada era possível visualizar dezenas de belas maquinas, reluzentes, originais e objeto de desejo de muitos visitantes.
No final de semana a Suzuki ofereceu um test drive em suas motos, com destaque para a GSI 150, de seis marchas, moto completíssima e muito confortável.
No estande, a atração foi a GSX-R1000, maquina com motor de 999 cm³, quatro cilindros, garantindo uma melhor resposta à aceleração em toda a faixa de rpm e proporcionando melhor entrega de potência e torque.

A Kazinski exibiu sua linha de maquinas, com destaque para uma belíssima Comet GT 650 R vermelha, aclamada pela empresa como “uma esportiva de verdade”, com seu motor V2 roletado DOHC com quatro válvulas por cilindro, alimentado por uma moderníssima injeção eletrônica de combustível, atingindo quase 6,9 Kgf.m a apenas 7.250 rpm.
Para os aficcionados em duas rodas, a Bienal do Automóvel 2011 planejou alguns shows e apresentações.
O motociclista Jorge Negretti, campeão brasileiro e precursor do free style motocross no país, se apresentou para o público com sua equipe e brindou a todos com uma tarde de autógrafos para os admiradores de seus ousados e criativos saltos no ar.
A Vipe Design, oficina belorizontina especializada em fabricação e montagem de Chopper Bober & Customs trouxe algumas belezuras para apreciação, destacando uma prateada e reluzente Harley Davidson, nome que tornou-se uma mística na mente de todos os motociclistas e cinéfilos, imortalizada em dezenas de filmes de Hollywood e unanimidade mundial.
Também tivemos a participação de lojas de acessórios: Abutre Moto Clube, Info Trilhas, Aroni Motos e Bordados e expositores de roupas e acessórios em couro.
A Feira conseguiu assim atingir a todo o público amante da velocidade e do design nas pistas, seja em quatro ou duas rodas. Um grande sucesso!
Reportagem – Reinaldo Neves
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BIENAL do AUTOMÓVEL
Está acontecendo em Belo Horizonte a edição de mais uma Bienal do Automóvel, no Expominas Parque da Gameleira, entre os dias 07 e 11 deste mês.
A Bienal tem sido um sucesso em todas as suas edições, com uma massiça participação do público belorizontino e também de muitas autoridades e nomes ilustres de nossa sociedade.
O local deste evento é um tradicional parque de exposições da capital mineira, com uma área de 250 mil metros quadrados , nos quais o público estará apreciando lançamentos de nossa indústria automotiva, tendências, veículos antigos e ainda Off Road.
Na abertura oficial do evento, que aconteceu as 19 horas de quinta, dia 07, estiveram presentes, dentre as diversas autoridades, o Prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que na oportunidade agradeceu a todos os envolvidos nesta empreitada, confirmando o apoio da prefeitura aos organizadores.
Dentre os cinco empresários coordenadores da Bienal, falaram Hudson Navarro e Arthur Lopes filho, e ainda Roberto Fagundes, presidente da Associação Comercial de Minas Gerais, todos enfatizando o sucesso
deste evento, pela importância que o automóvel tem em nosso cotidiano, pelo fluxo de riqueza que o mesmo produz, e também pela posição do estado de Minas Gerais, que se consolida como segundo pólo automobilístico do país. Encerrando a cerimônia, o Secretário de Estado Agostinho Patrus, representando o Governador, destacou a importância das montadoras instaladas em Minas e do apoio de seu governo a esta iniciativa, que gera uma circulação da população dentro do estado, atuando também como turismo, além do caráter empresarial de negócios.
Reportagem – Reinaldo Neves
Em breve atualizações com fotos.
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Aeronave P-3AM faz sua primeira missão de busca e salvamento
A nova aeronave de patrulha marítima P-3AM Órion realizou hoje (22/11) a sua primeira missão real de busca e salvamento. Depois de dois dias à deriva, o veleiro holandês Rolleman foi encontrado às 11h32 (horário de Brasília), a cerca de 315 quilômetros do litoral do Estado do Rio de Janeiro.
Recém-incorporada à Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave do Primeiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (1º/7º GAV), o Esquadrão Orungan, foi acionada no início da manhã pelo serviço de busca da Marinha (SALVAMAR) para auxiliar na procura da embarcação. Para encontrar o veleiro, a tripulação utilizou os modernos sensores eletrônicos do P3-AM, como o radar e o flir, além da busca visual.
De acordo com informações do Salvaero Brasília, o passageiro do veleiro passa bem.
Sobre a busca
O Salvaero Brasília entrou em contato com o Esquadrão Orungan às 4h desta terça-feira (22/11). A tripulação foi acionada imediatamente e ao nascer do sol, às 6h, já auxiliava a Marinha nas buscas pelo veleiro. Logo na primeira etapa da missão – no período da manhã – foram avistadas as bandeiras do Uruguai e da Holanda que confirmavam que era o veleiro desaparecido. De acordo com o piloto da aeronave e Chefe de Operações do Esquadrão Orungan, Tenente Coronel Paulo Rogério Sobrinho, a rapidez com que o veleiro foi encontrado mostra a capacidade do P3-AM.

“Pelas dimensões, a embarcação é difícil de ser visualizada, mas a tripulação tinha experiência em busca e salvamento e utilizou os recursos do P-3AM. Além da busca visual, empregou a busca radar, que tem um alcance visual de 40 milhas (cerca de 65 quilômetros) e o equipamento MAGE, que auxilia a captação radar e nos dá a localização correta a partir da emissão de sinais pela embarcação”, explicou o piloto da aeronave e Chefe de Operações do Esquadrão Orungan, Tenente Coronel Paulo Rogério Sobrinho.
FONTE – Base Aérea de Salvador e Portal FAB FOTOS – Tripulantes do P3AM
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Dia do Aviador no MUSAL
Domingo, dia 23 de Outubro, dia do Aviador brasileiro, data em que se comemora o memorável vôo de Alberto Santos Dumont em Paris, no ano de 1906, primeira apresentação na história da humanidade de um vôo de algo mais pesado que o ar, em que o inventor marcou data, horário, convocou a imprensa e decolou com meios próprios, sem nenhum auxílio externo! E, para abrilhantar ainda mais a lembrança deste evento, neste ano nossa Força Aérea está completando 70 anos de existência, data comemorada em todas as Unidades da FAB espalhadas pelo país. Neste ano resolvemos acompanhar os festejos no Museu Aeroespacial da Aeronáutica, mais conhecido no meio aéreo como MUSAL.
Inaugurado em 1976, o Museu tem como objetivo a preservação e divulgação do material aeronáutico e documentos históricos para as futuras gerações. Conta com diversas coleções abrangendo os primórdios da aviação mundial e a história de nossa Aeronáutica, além de um acervo de mais de 100 aeronaves em exposição e em processo de recuperação.
Na área externa aos hangares do museu estavam expostas algumas relíquias, como o Thunderbolt P-47, C-115 Bufalo e o Avro C-91, além de, ao longe, serem visualizados diversos outros pássaros metálicos aguardando recuperação. Esbanjando simpatia e atenção, os funcionários do Musal se empenharam em tornar este dia em algo memorável e inesquecível para todos os presentes, com diversas atrações sendo apresentadas tanto no espaço aéreo quanto terrestre. Dezenas de barracas, alinhadas na área destinada ao público ofereciam um variável cardápio para todos os gostos alimentícios, além dos conhecidos vendedores de itens de vestuário com motivos de aviação e Forças Armadas, colecionismo, e também Escolas e outros grupos. Durante a jornada diversos brindes foram sorteados entre as cerca de trinta mil pessoas que compareceram ao MUSAL, um público bastante expressivo.
Dentre as atrações, a Banda Marcial de Santa Cruz se apresentou trajando seu garboso uniforme de desfile, alegrando a multidão com suas marchinhas e as graciosas balizas executando sua coreografia.
Junto ao Thunderbird P-47 um grupo de entusiastas vestiram uniformes dos pilotos e militares da FAB durante a campanha na Itália, revivendo um glorioso momento de nossa Força Aérea. No ar, uma réplica do Demoiselle, de Alberto Santos Dumont, efetuou diversas passagens relembrando a todos os vôos que este mineiro realizou em Paris e arredores, nos ano de 1906 a 1910.
Este pequeno avião, que pode ser considerado o “Pai dos Ultraleves”, foi a primeira aeronave a ser fabricada por diferentes construtores, pois Santos Dumont liberou a patente e o demoiselle se tornou bastante popular, com cerca de 40 unidades construídas na época. A nossa aviação de caça esteve representada pela aeronave F-5M pilotada pelo Capitão Plínio e pela aeronave A-1, esta comandada pelo Tenente Matias, ambos baseados na Base Aérea de Santa Cruz.
Estas aeronaves, além da exposição estática também efetuaram diversas passagens a baixa altura, para alegria e deleite dos espectadores. A operacionalidade dos helicópteros militares foi demonstrada por um Super Puma H-34, tripulado pelo Tenente Fernando e sua equipe, os quais realizaram um desembarque de tropas pelo método do rapel e uma evacuação de tropas de área restrita, através do método conhecido como “maguire”. Alto profissionalismo!
Os céus dos Afonsos se encheram de cores e movimento quando uma aeronave Hercules C-130 lançou dezenas de pára-quedistas militares em sucessivas passagens, os quais desceram realizando manobras ousadas, como TRV (modalidade em que um pára-quedista viaja encaixado sobre o para quedas do colega), curvas e giros de 360 graus. Alguns pára-quedistas, integrantes da CDA (Comissão de Desportos da Aeronáutica) efetuaram também pousos de precisão, aterrando exatamente em cima de um colchão circular de ar, utilizado em competições.
Participando da equipe estava a Sargento Cássia Bahiense, do Corpo Feminino de Graduados da FAB, naquele evento completando 820 saltos. Em suas palavras “esperamos que nossos saltos incentivem a juventude a servir a Força Aérea e ao país”. Parabéns à equipe de pára-quedismo do CDA! Completando o “list” de aeronaves da ativa o Exercito Brasileiro enviou um helicóptero Eurocopter Panther e um AS 350 Esquilo, e a Marinha do Brasil fez-se representar por um Helicóptero Sikorsky SH-3 Sea King.

Encerrando o evento com chave de ouro, o nosso Esquadrão de Demonstração Aérea surgiu por entre as nuvens e o azul do céu, mergulhando sobre a pista em perfeita harmonia e sincronismo, arrancando gritos de exclamação da platéia a cada manobra
arrojada executada pelo “team” de sete pilotos, comandados pelo Tenente Coronel Esteves e seus companheiros, Alexandre, Caldas, Escobar, Renó, Marcelo, Boery e Carvalho.
Aos poucos, o sol foi se escondendo atrás das montanhas a oeste do Campo dos Afonsos, tingindo o céu e nuvens em tons e matizes quentes, prenúncio da noite que se aproximava, silenciando e esvaziando o pátio do Musal, cujo público agora se dirigia de volta aos lares, ávidos para relatar aos amigos as emoções, imagens e momentos vividos neste dia.
Agradecimentos:
Equipe de Organização do evento, aqui representados pelos Srs. Ivan Roberto Soares e José Henrique Tomaz.
Comunicação Social, através da Srta Alba Valério, que prestou um enorme apoio à nossa e demais equipes de reportagem.
EQUIPE ASASMETALICAS
Reinaldo Neves, Editor e fotógrafo.
Cláudia Vaz, Fotógrafa.
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AGENDA:
Dia 21 – SAE AERODESIGN no ITA, S.J dos Campos, SP.
Dia 22 - PORTÕES ABERTOS , na EEAR, Guaratinguetá, SP.
Dia 23 - DOMINGO AÉREO, no MUSAL, RJ.
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Domingo Aéreo na Base Aérea de São Paulo
A Base Aérea de São Paulo, situada em Cumbica, Município de Guarulhos, foi instalada nesta localidade em janeiro de 1945, tendo por missão proporcionar às Unidades Aéreas nela sediadas em caráter permanente ou temporário, todos os recursos técnicos e administrativos necessários para assegurar a manutenção, a operação e o emprego aéreo eficiente dessas Unidades.
No seu pátio de aeronaves operaram o 1º/10º Grupo de Aviação (de março de 1947 a dezembro de 1978), voando os Douglas A-20, Beechcraft RT-11, North-American B-25J, Douglas B-26 Invader e o EMB.326GB RT-26 Xavante; e o 2º/10º Grupo de Aviação (de dezembro de 1957 a janeiro de 1972), equipado com os Grumman G-64 Albatroz e helicópteros Sikorski S-55 SH-19D (até 1970) e Bell 205D SH-1D. Atualmente a BASP sedia o Esquadrão “Carajá” que opera aeronaves C-95 e C-95A Bandeirante.
E, pela primeira vez, a BASP abriu seus portões para um evento “Portões Abertos” visando atingir o público residente ao derredor e visitantes de outras regiões e entusiastas em geral. Um evento tipicamente familiar, com diversão para adultos e crianças, proporcionado por aeronaves expostas, atrações infantis, Banda de Musica, Corpo de Bombeiros, escoteiros e praça de alimentação.


Devido a impossibilidade de apresentação de Shows Aéreos, em virtude do Aeroporto de Guarulhos ser o mais movimentado do Brasil, a organização do evento providenciou passagens baixas de uma aeronave C-95 Bandeirantes e um T-27 Tucano, da Esquadrilha da Fumaça. Além disso, estiveram expostas as aeronaves F-5 Tiger, C-95 Bandeirantes, C-120 Brasilia,
Helicópteros e também uma aeronave executiva.
Os presentes puderam fotografar os grandes jatos comerciais aterrissando na pista em frente e também posar de “pilotos de caça”, nas aeronaves F-5.
Uma grande iniciativa do Comando da Base Aérea, que brindou a toda a comunidade com este excelente evento.
Texto – Reinaldo Neves Fotos – Reinaldo Neves e Rodolfo Soares
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Domingo Aéreo na AFA
A Academia da Força Aérea, berço dos aviadores de nossa aviação militar, abriu seus portões no dia 07 de Agosto de 2011, para a realização de um dos melhores eventos de aviação dos últimos anos no nosso país. Contando com a ajuda da meteorologia, que brindou a todos com um magnífico dia para a prática da atividade aérea, aviadores e população passaram momentos de contemplação, admiração e euforia com as apresentações que se sucederam ao longo da jornada. Começamos nosso relato com a saída de Belo Horizonte na véspera, ainda na madrugada, com destino a São Carlos, em uma rápida visita ao Museu da TAM. Uma viagem de cerca de 630 kms, recheada de excelentes momentos de camaradagem com os demais companheiros. Após o café da manhã no hotel, chegamos na AFA cedinho, com o sol iniciando sua trajetória diária, iluminando os espaços, aquecendo as folhagens e anunciando sua disposição de também prestigiar ao espetáculo que a Academia em breve proporcionaria.
A organização do evento foi perfeita, com um rápido acesso ao interior da AFA e, posteriormente, o nosso credenciamento junto ao pessoal da Comunicação Social. Nossa equipe e todos os companheiros da Imprensa ficamos instalados junto aos hangaretes no pátio das aeronaves, o que facilitou nosso trabalho de registro em face da proximidade com as aeronaves.
No transcorrer da manhã os aviões foram chegando, sempre com passagens baixas precedendo aos pousos. Assim foi com o ATR-42 da Cia Aérea TRIP, com o ERJ-145 da Cia Passaredo e com as aeronaves militares. Na sequência, chegaram os caças AT-26 Xavante, este vindo de S.J.dos Campos, A-29 Supertucano, A-1 e F5EM , todos com direito a passagens baixas para apreciação e fotografias da platéia.
Também vieram abrilhantar o evento uma aeronave P-95 Banderulha, do esquadrão Orungan, de Salvador, um Embraer E-99 e um Mirage 2000, vindo de Anápolis. E, representando a aviação de asas rotativas da FAB, um Super Puma marcou presença com passagem e pairados. Os aviadores da Academia demonstraram ao público uma decolagem e passagens com a aeronave Ipanema C-19 rebocando um planador, aeronave muito utilizada desportivamente pelos cadetes. Completando a apresentação doméstica, houve uma revoada com uma esquadrilha de 04 aeronaves Neiva T-25 Universal.
A ex-esquadrilha OI esteve presente com 3 aeronaves, o Beech 18 e duas aeronaves Texan T-6. Segundo o proprietário da Esquadrilha, Sr Carlos Edo, o patrocínio oficial agora é da Petrobrás, e o novo nome do “team” é BR AVIATION. Também se apresentaram Paulo Medina e seu Extra 200, bem como o “team” Bazaia, com sua aeronave Bellanca Decathlon. Momentos antes do início da apresentação da Fumaça aterrissou o Embraer VC-190 do GTE, diretamente de Brasília.
A nossa Esquadrilha realizou seu show com o arrojo, perícia e técnica que lhe são peculiares e que a tornam tão querida e estimada por nossa população.
Após o pouso dos Tucanos, o sol também se recolheu, após apreciar tão belo espetáculo e então, sob a luz amarelo avermelhada típica de um belo por de sol as ultimas aeronaves partiram e nós, de volta ao nosso automóvel nos preparamos para a longa viagem de regresso a Belo Horizonte, embalados pelas belíssimas imagens capturadas por nossas câmeras e sonhando com o próximo Show Aéreo.
Fotos do evento neste álbum :
http://www.asasmetalicas.com.br/cpg14x/thumbnails.php?album=83
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Conheça o projeto AsasMetalicas.com.br, idealizado e mantido por Reinaldo Neves, Oficial R1 da Fab e Fotógrafo, que através de sua câmera fotográfica viaja pelo mundo em busca das melhores imagens e trás até você um pouco da magia e da vida no ar. Seja Bem vindo!
Voar foi o Sonho de Ícaro… Sua Glória e sua perdição.
A história seguiu seu rumo e os sonhos, que nunca morrem, se tornaram realidade.
Santos Dumont e outros lançaram, no inicio do século passado, em solo europeu, as bases para que o sonho de Ícaro se tornasse possível e nós, mortais, pudéssemos alçar vôo rumo às alturas em belos e imponentes pássaros metálicos.Nosso objetivo, neste site, é divulgar a beleza e o universo que cerca esta que é a invenção que permitiu ao homem vencer a gravidade e se aproximar dos pássaros:
O Avião!









