Boeing promoveu o Painel “Mulheres na Defesa e Aviação”

Um importante painel promovido pela Boeing durante a LAAD 2017 abordou a participação das mulheres na Indústria aeroespacial.  O evento “Mulheres na Defesa e na Aviação” procurou debater o papel da mulher neste segmento da indústria, um ambiente notadamente dominado por homens. Segundo a Presidente da Boeing na América Latina, Donna Hrinak, “é fundamental estimular debates e iniciativas que promovam a maior participação das mulheres e que, sobretudo, garantam a elas condições iguais às de seus pares do sexo masculino” A Presidente ainda complementou dizendo que “Parte do desafio passa necessariamente pela educação e por um trabalho muito próximo às escolas e universidades a fim de garimpar talentos que possam contribuir com a indústria aeroespacial”.

Segundo dados do DIEESE, em parceria com a Confederação dos Metalúrgicos existem hoje no Brasil um total de mulheres atuando na indústria aeroespacial representando somente 13,7% do total de trabalhadores.

Além da Presidente da Boeing América Latina, participaram do painel a Vice-presidente da unidade Embraer Gavião Peixoto, Cristine Mendonça; a Diretora de Planejamento da GE Celma, Claudia Carvalho; e a Comandante da Marinha dos Estados Unidos, Jacqueline Renée Finch.

 

 

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Voamos o PZL M28, candidato a servir ao Exercito Brasileiro.

Reinaldo Neves

 

Desde a sua criação, em 1941, a Força Aérea Brasileira tem entre suas diversas atribuições o apoio às atividades do Exercito Brasileiro, em especial na região amazônica. Esta região, ainda hoje extremamente carente de recursos tem nos Pelotões de Fronteira um dos pontos de contato e apoio aos habitantes.  A partir do final dos anos 60 e até início do século 21 a FAB apoiou a logística do Exército utilizando-se das robustas aeronaves C-115 Bufalo, avião reconhecido pela  sua excepcional capacidade STOL e operação em pistas não preparadas. Com a desativação destas aeronaves em 2005, o Exercito vem enfrentando crescentes dificuldades na consecução destas missões, impossíveis de serem realizadas somente com o uso de helicópteros . Assim, após estudos realizados pelo Alto Comando, decidiu-se pela compra de aeronaves de asa fixa que possuam uma boa capacidade de carga, características STOL (Short Take-Off and Landing, decolagem e aterragem curta), capacidade de operação em pistas não preparadas, baixo custo de manutenção e alta disponibilidade.  Uma das alternativas é a Aeronave PZL M28, trazida ao Brasil pela Sikorski, empresa do Grupo Lockheed Martin e que tivemos a oportunidade de voar, na tarde nublada do dia 6 de Abril, no Aeroporto de Jacarepaguá, RJ.

 

PZL M28

Fabricado pela  PZL  Mielec, fabricante polonês, o avião é originário do projeto soviético Antonov M28, descontinuado após o desmantelamento da URSS . Uma nova aeronave, modernizada e em um padrão ocidentalizado realizou seu primeiro vôo em 1993 , com o nome PZL M28 Skytruck . Suas características básicas são:  Aeronave bimotora de asa alta, estrutura em metal, possuindo dois estabilizadores verticais.  O seu trem de pouso é do tipo triciclo não-retrátil , os motores são Pratt & Whitney PT6 com hélices de 5 pás. Velocidade de cruzeiro de 244 Km/h, máxima operacional de 355 Km/h.  Operando em condições “full” decola em 550m e pousa em 500m de pista.

Voando o M 28

No Aeroporto de Jacarepaguá, em uma sala VIP da Lider, foi realizada a apresentação virtual da aeronave, exibindo na tela suas diversas características/capacidades. Na sequência uma Van nos levou à aeronave e após a apresentação da tripulação embarcamos pela porta traseira. Estando todos sentados a bordo o piloto explanou como seria nosso vôo, incluindo decolagem e pouso curtos, demonstração da abertura da porta traseira para lançamento de carga/paraquedistas, curvas fechadas e vôo em baixa velocidade (stall). Durante os cerca de 30 minutos de vôo, sobrevoando o oceano da orla do Rio de Janeiro e algumas montanhas, pudemos perceber as excelentes características  de vôo do modelo, exatamente como haviam sido citadas no brieffing. O pouso foi realizado nos moldes STOL, com a aeronave se aproximando da pista em grande ângulo de mergulho e após o arredondamento, um pouso suave e extremamente curto.  Após o vôo retornamos à área da Lider e nos despedimos da equipe  da empresa.

 

 

 

 

 

 

 

Sobrevoando a orla do Rio de Janeiro e abertura da porta traseira em vôo

 

impressões do vôo

- Aeronave de aparência compacta, porém de grande capacidade interna. No modelo em que voamos estavam instaladas duas macas de campanha, três bancos laterais de apoio às macas, três assentos individuais à esquerda e dois assentos duplos à direita. Nesta configuração “Combi” podiam ser transportados (além dos 2 pilotos), 1 mecânico (jump seat), 7 passageiros, 2 pacientes e 3 médicos/enfermeiros.

- Vôo estável, confortável e sem sobressaltos, mesmo em curvas fechadas e pouso STOL. Nível de ruído baixo, proporcionado pelo excelente isolamento acústico. Abertura da porta traseira em vôo sem alteração na estabilidade e sem refluxo do ar para o interior da aeronave.

 

 

Guincho interno com capacidade de 500 Kg

 

 

 

 

A posição do jump seat não prejudica os passageiros

 

Pontos positivos

-  Motores Pratt Whitney PT 6, de ampla utilização no mercado mundial, inclusive na FAB, o que poderá facilitar e reduzir custos nas atividades de manutenção.

-  Aeronave com asa alta, dificultando a ingestão de detritos no motor, quando operando em pistas não preparadas. As asas altas também facilitam a visualização do solo por parte dos passageiros/observadores, quando em missão SAR ou similar. Ainda neste quesito a aeronave possui duas janelas tipo “bolha”, perfeitas para observadores. Estas também são as saídas de emergência.

- Sistema de guincho de cargas interno . No teto superior à porta traseira está localizado um guincho com capacidade de 500kg de carga, operado por apenas duas pessoas; o operador dos comandos internos do guincho e um operador externo, apenas para direcionar a carga. Este é um “plus” considerável, quando operando em pistas sem apoio.

- Porta traseira. Essencial para o embarque de cargas alongadas, rápido embarque/desembarque de tropas e lançamento de paraquedistas. Esta porta se abre em duas partes.

-  Capacidade para transporte de 17 paraquedistas ou 19 passageiros. Capacidade de carga de 2300 kg.

- Trem de pouso fixo e bastante robusto.

-  Opera em temperaturas de -50 a +50 graus Celsius.

 

Acima : As 4 mais prováveis configurações  necessárias ao Exército.

Cmt  Czeslaw Zywocki  e Co-piloto Lukasz Lal

 

Considerações finais

O PZL M28 Skytruck é sem dúvidas, uma excelente aeronave. Apresenta a robustez exigida na parte estrutural para a operação militar em pistas não preparadas e conta com a confiabilidade dos motores P&W PT6. O projeto  apresenta versões testadas e aprovadas em mais de 20 anos de operação, contando ainda com o excelente suporte da Sikorski. Foi-nos informado que o valor de cada aeronave situa-se ao redor de  U$ 6 milhões, com a empresa fornecendo treinamento completo para 2 pilotos e 2 mecânicos /aeronave.  Se o M28 Skytruck vier a ser a aeronave escolhida, cremos que o Exército Brasileiro iniciará suas operações com asas fixas contando com a aeronave ideal para suas missões.



 

 

 

 

 

 

Vista do interior da aeronave                                                 Autor em frente ao M-28

 

 

 

Coletiva de Imprensa da Embraer: KC-390

Durante coletiva de imprensa realizada na LAAD 2017, o diretor do programa KC-390 na Embraer, Paulo Gastão Silva, forneceu alguns detalhes sobre o andamento do projeto, falando sobre as diversas etapas cumpridas no programa de testes com os protótipos, visando as certificações requeridas. Relembrou os bem sucedidos ensaios de vento cruzado, realizados no sul do Chile e também os ensaios de “Revo seco”, em conjunto com a FAB. Na agenda do Programa KC-390 estão a continuidade dos ensaios e a participação no Paris Air Show, a mais importante feira de aviação comercial do mundo, no mês de junho. Esta viagem à Europa está inserida em um grande Demo Tour, com o avião visitando diversos países do continente europeu. Para 2018, uma campanha no gelo e a certificação final da ANAC no primeiro semestre e certificação militar no segundo semestre.

Entregas à Força Aérea Brasileira

Durante a coletiva foi informado que a FAB irá receber duas aeronaves no transcorrer de 2018, uma em cada semestre. Para 2019 serão 3 aeronaves. Até o momento foram fabricadas 4 aeronaves, sendo duas unidades estáticas para ensaios de solo somente (fadiga e esforço, dentre outros) e 2 unidades completas para ensaios em vôo. A primeira unidade a ser entregue à Força Aérea não será nenhuma das que se encontram voando e sim a unidade de número 5, que já iniciou a sua montagem. As duas aeronaves de ensaios, que já acumulam juntas 900 horas de vôo,  somente serão entregues após o final de todo o programa de ensaios e certificações. O Diretor lembrou que o Programa KC-390 prevê a entrega de 28 aeronaves à Força Aérea no período de 12 anos. No telão foi exibida a primeira fotografia pública do que será o KC-001 da FAB, em seu estágio atual na linha de montagem.

Versão Civil e Revo em Helicópteros

Sobre uma possível versão civil da aeronave o Diretor Gastão Silva disse que é do interesse da Embraer , estudos estão sendo feitos e com certeza irão competir também nesta fatia de mercado. Mas explicou que não poderia adiantar detalhes. Sendo indagado sobre o Revo em helicópteros, informou que a Embraer já realizou todos os testes com o sistema de reabastecimento, faltando apenas os ensaios em vôo, dependentes de uma aeronave adaptada da FAB. Assim que a Força Aérea tiver um helicóptero em condições operacionais para o reabastecimento os ensaios serão realizados.

Operação na Antártida e em pistas não preparadas

O  Brasil tem uma estação permanente na Antártida, dependendo do apoio aéreo da aeronave C-130 Hércules. O Diretor do programa confirmou que o KC-390 irá operar no continente antártico, mas somente após a certificação final da aeronave, devido ao fato da pista ser de operação crítica. Também foi confirmado que a aeronave irá operar sem restrições em pistas não preparadas.

O presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider, presente no evento, ressaltou o recente anúncio do governo brasileiro acerca da abertura de uma linha de financiamento do BNDS para a Industria de defesa, bastante similar àquela oferecida por países concorrentes. O CEO disse que esta medida será de grande apoio a exportação.

Reportagem e fotos:  Reinaldo Neves

Anunciado acordo entre a Embraer e a Rockwell Collins

 

Durante coletiva de imprensa na LAAD a Embraer Segurança e Defesa anunciou a assinatura de um acordo de cooperação entre as coligadas da Embraer, Bradar e Savis, e a empresa norte americana Rockwell Collins.

Segundo o CEO da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider “Este acordo poderá abrir oportunidades para as empresas oferecerem soluções mais integradas, não apenas para as Forças Armadas do Brasil  mas também para o mercado global.” Falando sobre o desenvolvimento deste acordo , Schneider disse que ao longo do processo a parceria irá estabelecer suas fronteiras, na medida em que surgirem situações específicas de mercado.

Inicialmente estará sendo feita uma análise dos produtos da Bradar e Savis e  sua disponibilização na prateleira da Rockewell Collins e vice versa. No momento a parceria será somente com produtos da Bradar e Savis, mas no futuro a Embraer Defesa e Segurança poderá desenvolver algum produto conjunto com a Rockwell Collins.

Presente no evento, o Secretário de Produtos de Defesa, do Ministério da Defesa, Sr Flávio Augusto Basílio ressaltou a importância estratégica das parcerias e a posição de líder da Embraer na Indústria de Defesa do país.

Além do CEO da Embraer Defesa e Segurança e do Secretário do Ministério da Defesa estiveram no evento o Vice Presidente sênior da Rockwell Collins, Sr Colin Mahoney e o Embaixador dos Estados Unidos , Sr Peter Michael McKinley. No final da coletiva foi feita a assinatura simbólica do acordo.

 

 

 

TEXTO E IMAGENS:  Reinaldo Neves

 

Abertura da LAAD 2017

A LAAD 2017 abriu oficialmente o evento durante concorrida cerimônia, que contou com a presença dos ministros Raul Jungmann, da Defesa e Henrique Meirelles, da Fazenda, além de outras autoridades  civis e também militares.

O momento mais esperado foi a fala do Ministro da Defesa, Raul Jungmann.  Durante o seu discurso ele lembrou dos problemas enfrentados pelo Programa Espacial Brasileiro, que vem enfrentando um enorme atraso em seu cronograma de lançamentos.  O Ministro, entretanto, focou principalmente em relatar as medidas que sua pasta vem tomando, desenvolvendo estratégias para o fomento a Industria de Defesa e também  aquisições para as três forças. Após citar diversas medidas adotadas , Jungmann falou que o governo estará abrindo uma linha de financiamento, via BNDS , especificamente para a Índústria de Defesa, visando incremento nas vendas para o exterior.

O pós a fala do Ministro Henrique Meirelles,  da Fazenda,  as dezenas de delegações presentes ao evento se dispersaram em visita aos estandes .

 

 

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