C-23 Sherpa para o Exército ?
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C-23 Sherpa para o Exército ?

C-23 Sherpa para o Exército ?

O Exercito Brasileiro está em busca de aeronaves de asa fixa, visando atender suas necessidades de suprimento principalmente na região amazônica. Devem ser aeronaves capazes de operar  com um baixo custo de aquisição e manutenção. Um grupo de oficiais está nos Estados Unidos verificando a possibilidade de se adquirir unidades do C-23B Sherpa, estocados desde 2014.

Trata-se de um avião de asa alta, bimotor , equipado com turbinas Pratt & Whitney PT6, uma grande rampa na traseira e uma reconhecida robustez. Comenta-se nos meios especializados que os aviões estão em ótimo estado e com uma grande disponibilidade de itens de suprimento e manutenção.

Bom negócio para quem ?

Aparentemente trata-se de um bom negócio, entretanto pesa o tempo de serviço, mais de 20 anos utilizados pelo Exercito americano em diversos teatros e pela Guarda Nacional. Não custa lembrar que há pouco mais de uma década a FAB adquiriu células do P-3, gastou um alto valor em sua revitalização e após o início das operações, em 2011, percebeu que terá de trocar as asas de todos eles.

Durante o governo Lula foi cogitado a possibilidade de se montar no PAMA SP ou PAMA LS uma linha do CASA 212, avião também bimotor asa alta e que substituiria os bandeirantes da FAB. No final optaram pela modernização dos C-95.

Interessante observar que a Estratégia Nacional de Defesa, elaborada pelo Ministério da Defesa está estruturada em quatro eixos principais, um dos quais aborda :

  • A  reorganização da Base Industrial da Defesa, para assegurar o atendimento às necessidades de equipamento das Forças Armadas apoiado em tecnologias sob domínio nacional, preferencialmente as de emprego dual (militar e civil);

A aquisição de uma aeronave usada, como o C-23 Sherpa, atende esta premissa ? Com a reestruturação da FAB, agrupando Esquadrões de transporte , não haverão C-95 disponíveis para o EB, além de eventuais células estocadas ? Afinal, trata-se da aquisição de aeronaves estocadas nos EUA e que provavelmente terão que sofrer algum processo de modernização. Havendo células disponíveis de C-95 é possível aplicar o mesmo programa para a transformação em C-95M , adotado pela FAB.